O Presidente da República, João Lourenço, destacou, hoje, no Palácio de Convenções, em Luanda, os projectos em execução no âmbito do Programa de Combate aos Efeitos da Seca no sul de Angola, com o objectivo de responder à escassez de água que afecta várias regiões do país.
O Chefe de Estado falava à margem da quarta edição da Bienal de Luanda – Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz e Não Violência, subordinada ao reforço da governação da água em África como instrumento de prevenção, mediação e resolução de conflitos.
Na sua intervenção, João Lourenço referiu que alguns projectos do programa já se encontram em funcionamento, enquanto outros estão em fase de construção.
Entre as infra-estruturas destacadas, mencionou o sistema de transferência de água do Cafu, em funcionamento desde 2022, bem como as barragens do Ndúe e do Calucuve e os respectivos canais adutores, cuja entrada em funcionamento ocorreu em Setembro.
Segundo o Presidente da República, estas iniciativas visam transformar zonas áridas em áreas férteis para a produção agrícola e a criação de animais, criando também oportunidades para investimentos e negócios que dependem da disponibilidade de água.
Na ocasião, acrescentou que a procura de pastagens e de água pode gerar disputas pela sobrevivência, migrações forçadas e pressões sobre os centros urbanos.
João Lourenço considerou que a gestão responsável dos recursos hídricos constitui uma prioridade da governação em África, por permitir responder às necessidades das populações, gerar benefícios económicos e sociais e contribuir para a dignidade humana.
No mesmo discurso, anunciou que o sistema de abastecimento de água do Quilonga Grande deverá ser inaugurado em Dezembro deste ano, com previsão de abastecer cinco milhões de habitantes de Luanda e Icolo e Bengo.








