A instrução contraditória envolve cinco arguidos suspeitos de irregularidades na venda de bens de uma herança. Uma das herdeiras denuncia alegadas ameaças por parte do comandante da Unidade de Reacção e Patrulhamento e pede protecção às autoridades
O Tribunal da Comarca do Lubango, na província judiciária da Huíla, iniciou, na última Terça-feira, a audição dos cinco arguidos no âmbito do processo conhecido como “herança milionária”, com destaque para o comandante da Unidade de Reacção e Patrulhamento (URP), inspector-chefe Guilherme Samunga Tchipa, e o antigo notário do Lubango, Luís Tavares Monteiro de Carvalho.
A diligência, conduzida pela jurisdição das garantias, insere-se na fase de instrução contraditória de um processo que se arrasta há mais de um ano e no qual os arguidos são suspeitos de envolvimento na alegada venda fraudulenta de parte dos bens deixados or João Pedro de Campos Valdez da Fonseca, falecido a 5 de Setembro de 2022, no Hospital Geral de Benguela. Além de Guilherme Samunga Tchipa e Luís Tavares Monteiro de Carvalho, foram notificados os arguidos Otília Carina Pires da Fonseca de Almeida Lima, Venâncio Celestino Amadeu Gonçalves Suana e Fabiano Francisco Vasco. Na mesma sessão, foram ouvidos Idme Valdez da Fonseca, na qualidade de herdeira, e Énio Dinarth Dias Miranda, comprador de um dos imóveis em disputa. Segundo uma fonte do jornal OPAÍS junto do tribunal, ambos comparece- ram como declarantes e ofendidos, com o propósito de contribuir para o esclarecimento dos factos.








