A Associação Industrial de Angola (AIA), na região Sul, defende maior flexibilidade na aplicação das leis tributárias às empresas, com vista à preservação dos postos de trabalho e à salvaguarda de milhares de famílias, face ao aumento dos custos de produção.
O apelo foi feito recentemente, no Lubango, pelo delegado regional Sul da AIA, Francisco Bayua Chocolate, durante uma acção formativa dirigida a empresários e industriais locais.
Segundo o responsável, além de maior flexibilidade na aplicação da legislação tributária, é necessário capacitar as empresas para que conheçam e compreendam os instrumentos normativos que regulam o exercício da sua actividade.
“A AIA defende o cumprimento da legislação, empresas organizadas, trabalhadores protegidos, segurança no trabalho e contribuições para a protecção social. Mas também defendemos que a conformidade seja construída através do conhecimento. Não podemos exigir às empresas apenas o cumprimento das normas; precisamos também de garantir que essas normas sejam comunicadas, explicadas e compreendidas”, afirmou.
O parque industrial da província da Huíla é composto por 527 unidades. Entretanto, Francisco Bayua Chocolate revelou que várias empresas enfrentam dificuldades para pagar o salário mínimo nacional, fixado em 100 mil kwanzas, devido aos elevados custos de produção.
“A principal preocupação das nossas empresas prende-se com o aumento dos custos de produção, as dificuldades de acesso às matérias-primas, a dependência dos produtos importados, os efeitos da depreciação cambial e o aumento dos custos operacionais”, sublinhou.
POR: João Katombela, na Huíla






