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Suicídio:O assassino silencioso que tirou a vida de mais de 200 angolanos em dois anos

Romão Brandão por Romão Brandão
20 de Janeiro, 2023
Em Sem Categoria

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Dados compilados pelo jornal OPAÍS, de seis províncias, dão conta do registo de um total de 249 casos de suicídio, nos últimos dois anos, cometidos por cidadãos com idades compreendidas entre os 8 e os 60 anos. Esta acção, que se esconde nos vários problemas do fórum da psicologia, tem silenciado a vida de muitos angolanos, nos últimos tempos

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O que leva uma criança de 9 anos a cometer suicídio? Parece estranho, mas este caso aconteceu na província de Malanje e foi objecto de estudo do trabalho científico do psicólogo Cirilo Mendes, que consta do livro recentemente publicado sobre suicídio. No contacto feito com a família, segundo o psicólogo, foi possível identificar que o menino de nove anos tinha carência afectiva (que é um problema de saúde mental).

A criança não tinha a atenção devida por parte dos pais, era o mais velho e cuidava dos irmãos mais novos, mas quando tivesse algum problema com os irmãos a culpa recaía sobre ele. Esta situação levou a que a criança adoptasse um comportamento passivo, sem falar com ninguém e preferir sofrer internamente, por- que percebeu que não tem pessoas de confiança, pessoas que lhe transmitissem amor, que lhe dessem amor, e viu a morte como solução.

O caso do menino de 9 anos não é isolado, pois na província do Moxico, município do Luena, uma criança de oito anos de idade suicidou-se, em Novembro de 2022, no bairro Sinai Novo. A sociedade ficou chocada, a familia continua sem entender as razões que terão levado o menino, Levi Quintas, a tirar a própria vida com o auxílio de uma corda, na varanda da residência onde vivia com os pais. O suicídio é o último estágio. Começa com a ideia; depois passa para o comportamento caracterizado com publicações melancólicas, escritura de cartas, oferecimento dos pertences; segue-se o intento (a tentativa suicida) e, no último estágio, o suicídio.

A importância do especialista

Quando uma pessoa começa a pensar que a vida para si não faz mais sentido é um sinal de alerta, e precisa de uma intervenção imediata de um especialista. O desconhecimento sobre os fac- tores de risco tem feito com que muitos ignorem ou não prestem atenção a estes sinais. O pesquisador se predispôs em abordar o assunto no livro para falar da prevenção, por considerar o suicídio um problema de saúde pública atemporal e tranversal, uma vez que enquanto o homem viver haverá problemas do campo psicológico.

“Todos somos chamados a intervir, porque ninguém está isento disto, uma vez que as motivações de comportamento suicida são várias. Factores psicos- sociais (sentir-se descomplexado devido às dificuldades financeiras, desequilibrado devido à perda de um ente querido, devido aos conflitos laborais, ao divórcio, etc.)”, disse. Continuou a citar os factores de risco e, desta vez, abordou a questão da pressão que os pais exercem sobre os filhos, quando apresentam mau resultado académico e/ou são comparados com o filho do vizinho, por exemplo. O ‘bulling’ nas escolas bem como a discriminação no meio social não ficam de parte.

O facto de existirem ainda pessoas que acreditam que a procura dos serviços de saúde mental apenas deve ser feita por pessoas que, do ponto de vista social, são consideradas anormais, tem dificultado a identificação atempa- da do problema. Cirilo reconhece que a vida é feita de crises, que criam um desequilíbrio interno no indivíduo, e ignorar estes desequilíbrios leva o cidadão a cometer o suicídio.

Uma indiferença àquilo que é o estado de humor, comportamentos anormais relacionados ao consumo de álcool, por exemplo, é motivo suficiente para que haja intervenção. Na província de Malanje, onde trabalha, os dados que apresenta no livro dão conta que em 2019 registaram-se 21 casos de suicídio; 2020, 26 casos e 28 em 2021, 28 casos. Um dado preocupante é o da criança de 9 anos de idade que cometeu suicídio.

Influências de forças ocultas

Alguns dos relatos que constam do estudo feito por Cirilo Mendes levam para a crença no feiticismo também como um dos factores que contribui para o aumento de comportamento suicida. Os dados que conseguiram por parte das autoridades tradicionais dão conta disso, com realce para a perseguição no local de trabalho. Tiveram contacto com o caso de alguém que depois de ter subido de cargo na empresa começou a ter sonhos, que o levavam a levitar, que não pode- ria ligar a lâmpada, porque os “demónios” o atacavam na clareza.

“Tentou o suicídio uma vez,não conseguiu porque a família interveio e na segunda teve sucesso, infelizmente”, conta. Em Malanje, as autoridades falaram ainda da multa conhecida por Panda, que normalmente é aplicada a quem foi flagrado a cometer adultério, que se não conseguir fazer pagamento o tio do lesado pela traição “suscita forças obscuras” que levam o traidor a ser pressionado a cometer o suicídio.

Cinco informações a não ignorar

1 A depressão é tida como a doença do suicídio.

2 A falta de interesse nas coisas é um sinal de aler- ta depressivo.

3 A tristeza constante não pode ser ignorada.

4 Dar atenção aos filhos, amor, para se evitar a carência afectiva.

5 Os homens são os que mais cometem suicídio por conta do método usa- do por eles, que é mais letal que o das mulheres.

Romão Brandão

Romão Brandão

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