EMPEMA-ENSA BANCO BAI MINEA SOCIJORNAL SOCIJORNAL
OPaís
Ouça Rádio+
Qua, 20 Mai 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Falta de água potável nas escolas pode levar alunos à fraca assimilação

Alberto Bambi por Alberto Bambi
15 de Fevereiro, 2023
Em Sem Categoria

Parecendo que seja um problema mínimo, a falta de políticas eficazes para garantir água potável nos estabelecimentos de ensino pode contribuir para o insucesso escolar

Poderão também interessar-lhe...

Políticos dizem que discurso do Papa Leão XIV foi assertivo

OMA destaca papel da mulher no processo da conquista da paz e Reconciliação Nacional

A ciência ao serviço da saúde de todos

A médica Edna de Alegria disse que a desidratação, por falta de água, nas escolas, pode levar a desmaios, fraqueza muscular, alucinações e até mesmo a uma fraca assimilação da matéria. A falta de água, no seu organismo, vai levar à desidratação, o que também diminui a oxigenação e a actividade eficaz do cérebro. A essa dificuldade, Edna de Alegria juntou a obrigação de os alunos, na sala de aula, terem de pedir permissão aos professores para irem beber água, uma medida que faz muitas crianças preferirem privar-se do precioso líquido, às vezes trazido por si, a vencerem a timidez.

O outro lado do problema, paralelamente analisado pela especialista em Ciências da Saúde foi o facto de que, quando há esse líquido vital nas escolas não é tratado, sendo armazenado de forma mui- to condicionada, em situações de pouca salubridade e segurança. “Esta água pode estar contaminada com bactérias ou elementos não propícios, em quantidades elevadas, como minerais, chumbo e outros químicos que podem causar também doenças, designadamente infecções, diarreias agudas, vômitos e até mesmo provocar mor- te por intoxicação”, aclarou a médica.

A carência de água ou o consumo do líquido não tratado, nas escolas, pode acarretar sérios problemas às crianças, sobretudo nessa altura em que há altas temperaturas, na maioria das cidades de Angola, principalmente durante o dia que coincide com os períodos em que os infantis vão àescola. Edna de Alegria referiu-se sobre especialistas da Organização Mundial de saúde (OMS), para recordar que cada indivíduo deve beber 35 mililitros (ml) de água, por cada quilograma de peso, sendo que uma criança, em idade escolar, com pelo menos 18 ou 20 quilogramas, deve ingerir de 500 ml a um litro de água, uma vez que, na medida em que for crescendo, a necessidade é maior.

“Então, nós vamos dividir isso pelas horas activas dessa criança. Tudo bem que o dia tem 24 horas, mas a pessoa não faz um consumo por esse tempo todo, fá-lo, sim, entre oito e dez horas. A quantidade do referido líquido precioso deve ser dividida por esse tempo, o que nos fará estimar um consumo aconselhável de 100 mililitros, de duas a duas horas”, avaliou o especialista, tendo recomendado às famílias a darem aos meninos a levar à escola um recipiente de 250 ml, para cobrir o período que ela estiver na escola.

Adiantou que a melhor forma de transporte e acondicionamento do precioso líquido a dar às crianças é nos “cantis”, que não precisam ser térmicos, mas revestidos de um plástico mais resistente, a fim de se evitar a reflexão directa dos raios solares, sob o risco de corroer e contaminar o plástico e, consequentemente, o líquido. Informou que, hoje, já há mais facilidade de encontrarem-se esses “cantis” plásticos, a serem comercializado nas ruas e avenidas.

Edna aconselha a não se optar por garrafas plásticas moles. Para ela, o professor também deve adoptar consumo de água regular, de modo a manter-se hidratado, preservando, desse modo, a sua saúde física e vocal, porque, segundo a médica, as cordas vocais, ao se tornarem aquecidas, precisam de estar hidratadas, para que a voz saia de uma maneira mais fluida, com uma fonia e tonia adequada, para que se faça compreender. “Essa prática de consumo regular também vai permitir que o raciocínio seja transmitido de uma maneira clara, para que esse professor, por conta de uma desidratação, não confunda a matéria.

A precaução serve para prevenir episódios como dor-de-cabeça, por muito falar e desidratação ou até mesmo desmaio e mal-estar perante os alunos”, detalhou Edna de Alegria. O consumo regular de água contribui para um bom exercício de explicação, de passagem de conteúdo e para que o professor consiga fazer isso com qualidade e rigor esperado, soube O PAÍS da médica, que aconselhou os docentes a manterem a disciplina na ingestão desse líquido, já que o adulto deve, no mínimo, consumir dois litros de água, por dia.

Qualquer água é sempre melhor do que nada

Relativamente à comum alternativa dos alunos em recorrem à água embala- da em sacos plásticos e vendida nas proximidades de escolas, a especialista em saúde começou por referir que as condições de conservação desse produto não é nada favorável, tendo asseverado que ninguém sabe da origem, da transportação e do nível de qualidade dos mesmos recipientes plásticos.

“Não é aconselhável, no que se espera, mas, em função da escassez de água dentro dos estabelecimentos escolares, sobretudo nos estatais, desfaz-nos qualquer rigorosidade e a incisividade, porque, como alter- nativa, pode ser sempre melhor do que nada”, ponderou. Edna de Alegria reconheceu que a medida pode acarretar riscos para a saúde das crianças, mas sabe que as pessoas estão mais disponíveis a correr atrás das consequências do que desencorajarem os seus filhos a beberem água vendida.

Negócios Em Exame Negócios Em Exame Negócios Em Exame

Recomendado Para Si

Políticos dizem que discurso do Papa Leão XIV foi assertivo

por Sebastião Félix
18 de Abril, 2026
DR

No Salão Protocolar da Presidência da República, em Luanda, onde o Papa Leão XIV manteve encontro com a sociedade civil,...

Ler maisDetails

OMA destaca papel da mulher no processo da conquista da paz e Reconciliação Nacional

por Neusa Felipe
13 de Abril, 2026
DR

Para a secretária-geral da OMA, na conquista da paz em Angola, a mulher angolana não esteve de braços cruzados; ela...

Ler maisDetails

A ciência ao serviço da saúde de todos

por Jornal OPaís
7 de Abril, 2026

A celebração do Dia Mundial da Saúde de 2026, que decorre sob o lema “Juntos pela Saúde. Apoie a Ciência”,...

Ler maisDetails

Crise interna no PHA persiste apesar da mediação do Tribunal Constitucional

por Jornal OPaís
6 de Abril, 2026
Carlos Moco

A crise interna no partido humanista angolano (PHA) persiste com profundas divergências entre a presidente Florbela Malaquias e membros da...

Ler maisDetails

Radiomais em 4 Vozes: Novos Podcasts

Programa Kwenda beneficia mais de um milhão de famílias na Lunda-Sul

19 de Maio, 2026

Governo Provincial da Huíla busca soluções para os problemas do Kuvango

19 de Maio, 2026

Angola anuncia criação de fábrica de mosquiteiros no âmbito do combate à malária

19 de Maio, 2026

‎Secretário-geral da UEA considera Huambo com condições favoráveis para ter uma representação

19 de Maio, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.