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Angola entre os vinte países líderes na tuberculose no mundo

Jornal Opaispor Jornal Opais
14 de Abril, 2018
Em Sem Categoria

Comissão nacional de Luta Contra o VIH/SIDA e Grandes Endemias anseia redobrar esforços para reduzir os surtos de grandes endemias que mais preocupam as populações
Texto de: Norberto Sateco

Embora exista um Plano Estratégico concebido para combater e reduzir a possibilidade de novos casos, a tuberculose continua a ser uma das maiores preocupações das autoridades sanitárias. A população entre os 15 e os 39 anos de idade é a mais afetada, com uma incidência estimada de 118 casos por 100.000 habitantes. Quanto à prevalência, esta ronda os 243 casos por cada 100.000 habitantes.

Segundo os números divulgados recentemente pelas autoridades da principal unidade hospitalar de Luanda especializada no tratamento da tuberculose, acima de 500 novos casos da doença são registados em cada mês, situação que preocupa o Governo. “A não procura dos cuidados médicos na fase dos primeiros sintomas pode levar à infecção dos membros da família, colegas de escola e vizinhos próximos”, referiu a ministra Sílvia Lutukuta.

O responsável salientou que os jovens são os mais afectados e o insucesso nos programas de combate à doença deve-se sobretudo ao abandono do tratamento por parte dos pacientes, bem como ao consumo exagerado de bebidas alcoólicas, dro
gas e tabaco. Apar desta doença e outras grandes endemias, o Executivo angolano está determinado a redobrar o combate, sobretudo atender 90 por cento das pessoas que vivem com VIH/ SIDA.

Este voto foi exprimido esta Sexta-feira (13) pelo vice-presidente da República, Bornito de Sousa, durante a reunião da Comissão Nacional de Luta Contra o VIH/SIDA e Grandes Endemias.

O encontro serviu para a tomada de medidas pertinentes destinadas ao controlo de doenças, em que o governante reafirmou que o Executivo angolano reconhece que o VIH/SIDA e as grandes endemias causam efeitos nefastos à economia e a objectivos estratégicos nacionais, mas, apesar das restrições financeiras, garante que vai cumprir com as suas obrigações para o bem-estar das populações.

O vice-presidente encorajou ainda os cerca de 50 mil elementos envolvidos no processo de vacinação contra a poliomielite, sarampo e rubéola, face às quais, mostrou-se preocupado pelos efeitos nefastos causados e garantiu que o Executivo tem trabalhado para cumprir as metas internacionais em relação ao VIH/SIDA e outras endemias, pese embora a crise económica que o país atravessa.

Bornito de Sousa, sem apontar números concretos, adiantou que os dados disponíveis indicam resultados encorajadores em termos de redução dos números de novas infecções pelo vírus, assim como mortes por SIDA, malária e a tuberculose.

“Temos de reforçar a estratégias de combate. Precisamos de manter esta dinâmica e melhorar o nosso desempenho a cada dia que passa”, recomendou Bornito de Sousa, para quem a tuberculose é uma doença de grande impacto em Angola, com uma incidência estimada em 118 casos por cada 100 mil habitantes, afectando a população na faixa etária entre os 15 aos 39 anos, com uma prevalência acima dos 243 casos por cada 100 mil habitantes, uma situação que coloca Angola entre os países de alto risco e com consequências nocivas para economia nacional e saúde pública.

Bornito de Sousa referiu também que a crise económica não pode ser desculpa para se abster das responsabilidades e obrigações do Estado em relação a tão importante sector como o da Saúde e o bem-estar dos cidadãos. Entretanto, durante a reunião foi expressa uma opinião segundo a qual, face à actual escassez de recursos, o Governo precisa de definir “as prioridades das prioridades”.

Como exemplo, foi defendido que resolver o problema do saneamento básico e da água potável é mais prioritário, neste momento, do que construir-se novas centralidades. Aqueles dois factores são determinantes para resolver o problema da saúde pública. A Comissão Nacional de Luta Contra a SIDA e outras endemias, encontrava-se inactiva há oito anos.

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