A quarta edição da Bienal de Luanda defendeu a mobilização de apoio para nove iniciativas juvenis orientadas para a prevenção de conflitos, a gestão sustentável dos recursos hídricos e a promoção da cultura de paz em África, numa aposta que procura transformar as propostas apresentadas no encontro em soluções concretas para as comunidades
Amedida consta do comunicado final do Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz e Não-Violência em África, encerrado Sexta-feira, 23, em Luanda, que identifica o envolvimento da juventude como uma das vias para o reforço da capacidade de resposta do continente aos desafios da segurança hídrica e das alterações climáticas. Segundo o documento, as iniciativas analisadas apresentam soluções tecnológicas e sociais em áreas como a cartografia participativa, a aplicação da inteligência artificial à gestão da água, o saneamento circular, a governação das bacias hidrográficas e a mediação de conflitos ao nível das comunidades.
Os participantes assumiram o compromisso político de mobilizar apoio para viabilizar estas acções, embora o comunicado não especifique os montantes a disponibilizar, os mecanismos de financiamento nem os prazos para a execução de cada projecto. A aposta na juventude enquadra-se nas recomendações da Bienal para ampliar a participação dos jovens nos processos de decisão e na construção de soluções para os problemas que afectam diferentes regiões africanas, particularmente nas comunidades expostas à escassez de água, à degradação ambiental e às deslocações populacionais.
Formação e participação juvenil O comunicado final recomenda igualmente o reforço dos centros de formação técnica e das instituições de ensino superior africanas, com vista à preparação de especialistas em hidrografia, gestão de recursos hídricos e governação climática.








