Nossa Seguros BFA SB FIB BANCO BAI
Seg, 12 Out 2026
OPAÍS
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS

Valorização da língua local de Angola na obra Isunji de Nelson Soquessa: material didáctico certo para professores de Língua Portuguesa

Jornal Opaispor Jornal Opais
29 de Setembro, 2023
Em Opinião

Numa sociedade, na qual a cada período as línguas locais de Angola (designação apresentada na Constituição da República, artigo 19, ponto 2) perdem o estatuto e, concomitantemente, o número de falantes, a língua kimbundu, original do grupo étnico ambundu, tem perdido a sua posição a nível dos falantes, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), por exemplo, no ano 2012, como espelham Nguluve, Paxe e Fernando (2020: 182, 183 e 184) era a quarta língua, com 8%, já os dados do Censo Populacional, realizado em 2014, continuou a ser a quarta língua mais falada, com 7,8%, diferente do ano 2002, com 16%, em terceiro lugar.

gora vejamos: se de 2012 até 2014 perdeu alguns falantes, temos a plena certeza que em 2024, no censo que se avizinha, menos falantes haverá nessa língua, logo, quando o escritor Nelson Soquessa, na obra Isunji, que retrata sobre duas tribos afectas à província de Malanje (malenge e songo), apresenta mais de sessenta unidades lexicais em kimbundu, sem dúvidas, valoriza as línguas de Angola, que, nos últimos dias, perdem muitos falantes, principalmente a língua kimbundu; e impulsiona a pesquisa nessa língua.

A posição que a língua inglesa detém a nível mundial, enquanto uma língua franca científica (the lingua franca of science), é muito evidente que muitos escritores, na procura “latente” de ascender, isto é, internacionalizar os seus textos, têm a língua inglesa como uma mola impulsionadora para tal, diferente do que se vê no Isunji, com as unidades lexicais em kimbundu, visa valorizar a nossa cultura de Angola, seguindo o pensamento segundo o qual “a língua que não se defende morre”.

Nos quatro tipos de aulas de Língua Portuguesa proposto por Vilela de Freitas para o I e II Ciclos do Ensino Secundário Angolano, como nos fazem saber Anjos et al (2020: 26), tem a primeira aula como “Exploração Vocabular”, sendo assim, levar o Isunji nas salas de aulas das escolas angolanas, decerto, estaríamos a desenvolver a competência cultural, em matéria linguística, com o número de unidades lexicais em kimbundu que a obra apresenta, porque há quem diga que “o texto constitui a principal matriz e o principal meio de acesso à cultura de um povo”, quer dizer, com essas unidades lexicais, os leitores acabam conhecendo muito a cultura do povo ambundu, com destaque a realidade do povo malenge e songo, por exemplo, olhamos para alguns pontos que achamos de extrema importância na obra Issunji, quanto ao acesso à cultura do povo malajino: Jamwamba ou jamambé, expressão usada na página 21, que segundo o escritor significa “filho alheio”.

Na cultura ambundu, em Malanje, remete a um provérbio, isto é, se o filho adoptivo estiver a pedir jinguba (amendoim) à mãe adoptiva, ela dirá que o amendoim é para mwamba (um tempero da gastronomia angolana, usando o amendoim, podendo ser cru ou torrado), mas se for o seu filho biológico, a mãe dará o amendoim ao filho para comer, logo, só é para mwamba, se for o filho alheio, se for para o seu próprio filho não. Mbembe, expressão usada na página 17, a significar: “usada para prender pessoas para prática de feitiçaria [não visíveis a olhos do mundo real]”.

Na cultura ambundu, nas aldeias, é muito frequente o uso dessa expressão, que é um indicador a quem não sabia muito sobre a cultura ambundu, em particular, e angolana, no geral, que há feitiço (magia), essas redes são usadas, colocadas em alguns sítios, mas que não são visíveis a olhos nus nem com microscópio, nem lupas, senão no mundo mágico (feitiçaria).

Como não bastasse, a obra, através de muitas unidades lexicais do kimbundu, pode servir de base concreta, para que os estudantes percebam que a língua portuguesa se enriquece com unidades lexicais das línguas de Angola, como se vê na página 16, por exemplo, as expressões alembamento e caçula, que são usuais normalmente no português de Angola e não só, são oriundas do kimbundu, alembamento, do verbo kulemba, isto é, pedir; para o nosso caso é a cerimônia do casamento (tradicional); caçula refere-se ao último filho, hoje, fruto da extensão semântica que sofreu na língua portuguesa, irmão mais novo.

Por conseguinte, entendemos ser muito útil que os professores de Língua Portuguesa procurem trabalhar em salas de aulas com a obra Isunji, apresenta muitos valores culturais para os alunos do I e II Ciclos do Ensino Secundário Angolano, levando a perspectiva que o texto deve ser o pretexto do ensino da Língua Portuguesa, com a ênfase de trabalhar com textos (autênticos) que retratam e espelham a realidade cultural angolana.

 

Por: ADILSON FERNANDO JOÃO

Publicidade

Maís Populares

  • Huambo acolhe acto central das comemorações do 35° aniversário das FAA

    Huambo acolhe acto central das comemorações do 35° aniversário das FAA

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Empreendedora angolana cria plataforma para venda de produtos africanos em Portugal

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Carteira digital do PayPay processa 2,35 milhões de transferências em Setembro

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Unitel Estrelas ao Palco inicia este sábado a fase das eliminatórias

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Cine Teatro Nacional reabre as portas esta Quinta-feira

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
Siga OPAÍS no WhatsApp

Relacionados - Publicações

PONTUAL: Pergaminhos da fama

PONTUAL: Pergaminhos da fama

12 de Outubro, 2026
Presidente da República participa no fórum mundial sobre segurança alimentar em Roma

Presidente da República participa no fórum mundial sobre segurança alimentar em Roma

12 de Outubro, 2026
Diplomacia angolana: mérito do trabalho e vaidade dos títulos

Diplomacia angolana: mérito do trabalho e vaidade dos títulos

9 de Outubro, 2026
A Competência não basta

O trabalho que não fazemos

9 de Outubro, 2026
A linguagem universal do futebol

O desporto não pode perder a humanidade

9 de Outubro, 2026
Carregar Mais

Relacionados - Publicações

PONTUAL: Pergaminhos da fama

PONTUAL: Pergaminhos da fama

12 de Outubro, 2026
Presidente da República participa no fórum mundial sobre segurança alimentar em Roma

Presidente da República participa no fórum mundial sobre segurança alimentar em Roma

12 de Outubro, 2026
Diplomacia angolana: mérito do trabalho e vaidade dos títulos

Diplomacia angolana: mérito do trabalho e vaidade dos títulos

9 de Outubro, 2026
A Competência não basta

O trabalho que não fazemos

9 de Outubro, 2026
A linguagem universal do futebol

O desporto não pode perder a humanidade

9 de Outubro, 2026
Carregar Mais
Artigo Seguinte
Governo de transição do Burkina Faso denuncia tentativa de golpe de Estado

Governo de transição do Burkina Faso denuncia tentativa de golpe de Estado

Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.