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Projectos culturais – uma leitura necessária!

Jornal Opais por Jornal Opais
24 de Maio, 2024
Em Opinião

A presente abordagem parte de um presente abordagem parte de uma série de observações, de constatações e de leituras analíticas sobre a necessidade imperativa de interpretações que tenham como escopo de estudo a formação sistémica sobre projectos culturais sob o prisma semântico: da expressão criativa à inovação organizacional, da manifestação psicolinguística à comunicativa, da inclusão sociocultural à aceitação das pluralidades culturais, da construção da cidadania à consciência ecológica.

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Aproveita-se para referir-se que, no decorrer da presente reflexão, adendamos à nossa abordagem falas semânticas da experiência que se funda a partir do workshop para projectos culturais realizados, de 13 a 18 de maio de 2024, pelo Goethe Institut Angola, em Luanda no Instituto Guimarães Rosa, que se aferiu oportuno e necessário na formação holística da cosmovisão dos produtores de eventos culturais.

Assim sendo, recorremos às falas semânticas da Rosemaire Luís, formadora, que acentuava constantemente sobre a complexidade das coisas no sentido de realçar a lógica ecológica no funcionalismo do universo.

Em função de todo processo formativo que se consubstanciou também à ética e à moral, importa sublinhar que, em nosso entender, sustenta-se a partir três vectores confluentes: o saber cognitivo, o saber sensorial e o saber sensitivo.

E não é por em vão que a Poupée Martinho, também formadora, vitalizava de forma regular a importância do cultivo do ser ontológico nas nossas produções culturais, a honestidade como valor filosófico na produção cultural, o humanismo que se sinaliza por meio das relações humanas, o diferencial como marca das nossas produções culturais, o cuidado ater-se com a língua de trabalho e a inserção funcionalista da inteligência artificial.

A sua fala semântica propôs-nos a olhar para produção cultural como meio de subsistência, trabalho digno e merecedor de realce substancial.

Acreditamos, piamente, que os projectos culturais sustentáveis e sustentados consubstanciamse em mecanismos de socialização, de interação sociocultural, de participação cognitiva na construção das sociedades modernas e combate ao desemprego.

Pois que, a cultura, ela em si, incorpora no seu sistema orgânico um conjunto de factores, quer intrínsecos, quer extrínseco, que funcionam tanto como antecorpo como substância de alavanca das expressões humanas.

Sob o ângulo comunicativo, por exemplo, italizava Petra Mendes, também formadora, sobre a sublimidade de construirmos um plano de comunicação dialógico e assertivo em que se evidenciam em nossas falas e linguagem corporal: a paixão e alma dos nossos projectos culturais.

O dito por ela estende-se também à projecção imagética institucional, logo, diz respeito às leituras hermenêuticas sobre e como alinhamos o nosso plano de comunicação a determinados segmentos sociais.

Portanto, implica aperfeiçoamento coabitacional entre o ideal e o real neste processo comunicativo de projecções.

Entendemos ainda que o plano de comunicação é o conector atractivo que sustenta também as contrapartidas e estende-se ao campo cognitivo da sociologia linguagem à filosofia da linguagem Acrescentamos que os projectos culturais nos permitem a um revisionismo histórico, a uma operacionalização cosmopolita, a uma caracterização temporal acumulativa entre outras similitudes e peculiaridades de cada projecção de evento cultural ou não.

 

Por: HAMILTON ARTES

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