OPaís
Ouça Rádio+
Ter, 27 Jan 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Pleonasmo vs redundância

Jornal Opais por Jornal Opais
26 de Fevereiro, 2024
Em Opinião

Na verdade, sobre Pleonasmo e Redundância, alguns têm colocado na mesma categoria, anulando quaisquer diferença. No entanto, há autores que os separam.

Poderão também interessar-lhe...

A oposição em Angola não precisa de um líder, mas de uma luz no fundo do túnel

Sem sensibilidade, nenhuma assessoria de imprensa funciona!

Um olhar na preservação da memória do antropónimo Lu Wanda, Loanda vs Lhoanda (Luanda)

Baptista (2009), por exemplo, define “Pleonasmo como repetição de um termo numa oração para dar ênfase”. Um exemplo por ele trazido é a frase: “A mim só me resta dias melhores”.

Analisando a frase, percebe-se que a parte “a mim” já faz referência à própria pessoa e que a parte seguinte, “só me restou”, enfatiza, isto é, faz novamente referência à própria pessoa.

Logo, ele entende como “repetição para enfatizar”. Poderia simplesmente dizer “só me restou” e logo se perceberia que é a própria pessoa.

Por outro lado, Pinto (2010) apresenta uma definição idêntica ao dizer que Pleonasmo “é visto como emprego de palavras que reforçam uma ideia que já está expressa numa frase” (p. 213).

Quando se diz: “ O melhor é desceres”, já se sabe que não se desce para cima. Então, temos, aqui, uma evidência de Pleonasmo. No entanto, vale dizer que Pleonasmo faz parte dos recursos estilísticos. Por recursos estilísticos ou figuras de estilo entende-se recursos usados nos textos literários para embelezá-los.

E, naturalmente, é próprio dos textos literários, ou seja, daqueles textos que apresentam alguma subjectividade; que se afastam, às vezes, da norma; que têm uma função estética e usam palavras plurissignificativas. É próprio nos contos, romances e muito mais, à luz da literariedade.

Todavia, quando não estivermos no plano literário, neste caso, quando estivermos diante de textos não literários, usar essa “repetição” poderia ser entendido como Redundância.

Ou seja, a Redundância já é vista, no plano formal, como um vício de linguagem por se evitar. É o emprego de uma palavra ou de uma ideia desnecessária, porque a ideia já está expressa.

Há autores que a chamam de tautologia. Confira, por ora, alguns exemplos de Redundância que devemos evitar:

1.“Elo de Ligação”. O Dicionário já expressa que “elo” é uma união ou ligação.

Assim, elo de ligação era como dizer ligação de ligação, logo, é uma repetição desnecessária.

2. “Vamos criar mil novos empregos”. Não é possível que se crie antigo emprego porque a ideia contida na palavra criar já nos remete a algo novo. Não se cria coisa antiga, mas nova. Vamos criar mil empregos e ponto final.

3.“Vi com os meus próprios olhos”.

Não seria possível ver com os olhos de outra pessoa. Ou seja, no plano literário, percebe-se como uma questão enfática ou de beleza textual. No entanto, como sabemos, quem vê, vê necessariamente com os seus e nunca com os olhos de outros.

4. “Consenso geral”. Ou é consenso ou não é, porque se não for geral, não é consenso.

Até porque não há consenso específico.

5. “Acabamento final”. Não existe acabamento inicial, logo, é simplesmente acabamento.

6. “Houve contacto bilateral entre as duas partes”. A palavra bilateral já faz referência às partes. Então, é desnecessário.

7. “Tenho previsões para o futuro”. Prever, por si só, já nos dá a ideia de futuro, até porque não se prevê o passado, mas se faz uma antevisão do futuro. Assim, basta dizer previsões.

8. “Certeza Absoluta”. Ou temos certeza de algo ou não a temos.

Ela não precisa de ser absoluta.

9. “Duas metades iguais”. As partes têm de ser iguais.

10. “Inaugurou-se há cinco anos atrás”. O verbo haver já faz referência ao tempo decorrido.

Logo, a palavra atrás já é uma repetição desnecessária.

11. “De sua livre escolha”. Se não é livre, não é sua escolha, porque a escolha é exactamente algo feito de modo livre.

12. “Conviver juntos”.

Não se convive sozinho.

13. “Surpresa inesperada”. Existe surpresa esperada? E se a esperarmos, será surpresa? Na verdade, o que precisamos de saber é quando usar um pleonasmo enquanto figura de estilo. Isto é, em se tratando de textos literários, podemos assim proceder, à luz da literariedade.

No entanto, no plano formal, nos textos não literários, a repetição “desnecessária” deve ser evitada. O contexto deve, necessariamente, guiar-nos!

 

Por: PEDRO JUSTINO “CABALMENTE”* 

*Professor E Académico

Jornal Opais

Jornal Opais

Recomendado Para Si

A oposição em Angola não precisa de um líder, mas de uma luz no fundo do túnel

por Jornal OPaís
27 de Janeiro, 2026

É simplesmente um paradoxo, mas a oposição política angolana comporta se como um grupo perdi do no fundo do túnel,...

Ler maisDetails

Sem sensibilidade, nenhuma assessoria de imprensa funciona!

por Jornal OPaís
27 de Janeiro, 2026

Em uma época como a nossa, em que a comunicação é o arsenal mais valioso de que as entidades, instituições...

Ler maisDetails

Um olhar na preservação da memória do antropónimo Lu Wanda, Loanda vs Lhoanda (Luanda)

por Jornal OPaís
27 de Janeiro, 2026

Luanda é a capital e a maior cidade de Angola, localizada na costa do Oceano Atlântico e tem um dos...

Ler maisDetails

Carta do leitor: Pastor detido por factos obscenos

por Jornal OPaís
27 de Janeiro, 2026
DR

À coordenação do jornal OPAÍS, saudações e votos de óptima terça-feira! Na semana passada, correu nas redes sociais um facto,...

Ler maisDetails

A oposição em Angola não precisa de um líder, mas de uma luz no fundo do túnel

27 de Janeiro, 2026

Lançamento da nova rota internacional Luanda–Guangzhou reagendado para o dia 2 de Fevereiro

27 de Janeiro, 2026

Detido suposto efectivo das FAA envolvido em assaltos à mão armada

27 de Janeiro, 2026

Sem sensibilidade, nenhuma assessoria de imprensa funciona!

27 de Janeiro, 2026
OPais-logo-empty-white

Para Sí

  • Medianova
  • Rádiomais
  • OPaís
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos

Radiomais Luanda

99.1 FM Emissão online

Radiomais Benguela

96.3 FM Emissão online

Radiomais Luanda

89.9 FM Emissão online

Direitos Reservados Socijornal© 2026

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.