EMPEMA-ENSA BANCO BAI STANDARD-BANK MEDIANOVA-FNC SOCIJORNAL
Qua, 15 Jul 2026
Jornal O País
Ouça Rádio+
  • Mundial 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPaís
  • Mundial 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPaís

Pleonasmo vs redundância

Jornal Opais por Jornal Opais
26 de Fevereiro, 2024
Em Opinião

Na verdade, sobre Pleonasmo e Redundância, alguns têm colocado na mesma categoria, anulando quaisquer diferença. No entanto, há autores que os separam.

Poderão também interessar-lhe...

A santidade fabricada pelos juízes da rua

É de hoje… A vez de brilhar chegou

É de hoje… Verdades que o tempo não trava

Baptista (2009), por exemplo, define “Pleonasmo como repetição de um termo numa oração para dar ênfase”. Um exemplo por ele trazido é a frase: “A mim só me resta dias melhores”.

Analisando a frase, percebe-se que a parte “a mim” já faz referência à própria pessoa e que a parte seguinte, “só me restou”, enfatiza, isto é, faz novamente referência à própria pessoa.

Logo, ele entende como “repetição para enfatizar”. Poderia simplesmente dizer “só me restou” e logo se perceberia que é a própria pessoa.

Por outro lado, Pinto (2010) apresenta uma definição idêntica ao dizer que Pleonasmo “é visto como emprego de palavras que reforçam uma ideia que já está expressa numa frase” (p. 213).

Quando se diz: “ O melhor é desceres”, já se sabe que não se desce para cima. Então, temos, aqui, uma evidência de Pleonasmo. No entanto, vale dizer que Pleonasmo faz parte dos recursos estilísticos. Por recursos estilísticos ou figuras de estilo entende-se recursos usados nos textos literários para embelezá-los.

E, naturalmente, é próprio dos textos literários, ou seja, daqueles textos que apresentam alguma subjectividade; que se afastam, às vezes, da norma; que têm uma função estética e usam palavras plurissignificativas. É próprio nos contos, romances e muito mais, à luz da literariedade.

Todavia, quando não estivermos no plano literário, neste caso, quando estivermos diante de textos não literários, usar essa “repetição” poderia ser entendido como Redundância.

Ou seja, a Redundância já é vista, no plano formal, como um vício de linguagem por se evitar. É o emprego de uma palavra ou de uma ideia desnecessária, porque a ideia já está expressa.

Há autores que a chamam de tautologia. Confira, por ora, alguns exemplos de Redundância que devemos evitar:

1.“Elo de Ligação”. O Dicionário já expressa que “elo” é uma união ou ligação.

Assim, elo de ligação era como dizer ligação de ligação, logo, é uma repetição desnecessária.

2. “Vamos criar mil novos empregos”. Não é possível que se crie antigo emprego porque a ideia contida na palavra criar já nos remete a algo novo. Não se cria coisa antiga, mas nova. Vamos criar mil empregos e ponto final.

3.“Vi com os meus próprios olhos”.

Não seria possível ver com os olhos de outra pessoa. Ou seja, no plano literário, percebe-se como uma questão enfática ou de beleza textual. No entanto, como sabemos, quem vê, vê necessariamente com os seus e nunca com os olhos de outros.

4. “Consenso geral”. Ou é consenso ou não é, porque se não for geral, não é consenso.

Até porque não há consenso específico.

5. “Acabamento final”. Não existe acabamento inicial, logo, é simplesmente acabamento.

6. “Houve contacto bilateral entre as duas partes”. A palavra bilateral já faz referência às partes. Então, é desnecessário.

7. “Tenho previsões para o futuro”. Prever, por si só, já nos dá a ideia de futuro, até porque não se prevê o passado, mas se faz uma antevisão do futuro. Assim, basta dizer previsões.

8. “Certeza Absoluta”. Ou temos certeza de algo ou não a temos.

Ela não precisa de ser absoluta.

9. “Duas metades iguais”. As partes têm de ser iguais.

10. “Inaugurou-se há cinco anos atrás”. O verbo haver já faz referência ao tempo decorrido.

Logo, a palavra atrás já é uma repetição desnecessária.

11. “De sua livre escolha”. Se não é livre, não é sua escolha, porque a escolha é exactamente algo feito de modo livre.

12. “Conviver juntos”.

Não se convive sozinho.

13. “Surpresa inesperada”. Existe surpresa esperada? E se a esperarmos, será surpresa? Na verdade, o que precisamos de saber é quando usar um pleonasmo enquanto figura de estilo. Isto é, em se tratando de textos literários, podemos assim proceder, à luz da literariedade.

No entanto, no plano formal, nos textos não literários, a repetição “desnecessária” deve ser evitada. O contexto deve, necessariamente, guiar-nos!

 

Por: PEDRO JUSTINO “CABALMENTE”* 

*Professor E Académico

Negócios Em Exame Negócios Em Exame Negócios Em Exame

Recomendado Para Si

A santidade fabricada pelos juízes da rua

por Jornal OPaís
15 de Julho, 2026

Num momento em que o debate actual se centra na realidade plural das socie dades, com destaque para a necessidade...

Ler maisDetails

É de hoje… A vez de brilhar chegou

por Dani Costa
15 de Julho, 2026

Três concursos públicos abriram quase em simultâneo. Na Saúde arrancou mais cedo. Depois seguiu-se a educação e o Ministério do...

Ler maisDetails

É de hoje… Verdades que o tempo não trava

por Dani Costa
14 de Julho, 2026

Ainda me recordo dos primeiros momentos em que se decidiu pela reabilitação do antigo Hospital Sanatório, hoje transformado em Complexo...

Ler maisDetails

É de hoje… Políticos milionários

por Dani Costa
13 de Julho, 2026

Acompanhei, há dias, numa rádio em Luanda, um debate em que um dos aspectos que dominou a conversa, entre os...

Ler maisDetails

A santidade fabricada pelos juízes da rua

15 de Julho, 2026

Último muro na Europa continental cai à meia-noite em Gibraltar

15 de Julho, 2026

ONU defende papel-chave do Tribunal Penal Internacional perante campanha dos EUA

15 de Julho, 2026

Congressistas democratas dos EUA descrevem Cuba como uma “Gaza silenciosa”

15 de Julho, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Mundial 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.