OPaís
Ouça Rádio+
Qua, 14 Jan 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

O labor da revisão linguística e a praga das línguas nacionais

Jornal Opais por Jornal Opais
13 de Maio, 2024
Em Opinião

Em países multilingue, como Angola, por exemplo, o revisor, para mim, é imperioso que conheça o funcionamento rigoroso da língua oficial, por ser a língua de trabalho e a língua que, maioritariamente, se vai deparar durante o seu exercício como revisor, mas, claro, não pode deixar de lado as outras línguas que constituem o mosaico linguístico do país onde reside ou faz o seu trabalho.

Poderão também interessar-lhe...

Entre Belma e supostos predadores sexuais: momento de estupro mental, colectivo e glória de prazeres forçados

Integração regional: Angola como protagonista estratégico no desenvolvimento económico de África

A modernização com características chinesas aos meus olhos

Quero com isso dizer que os revisores não podem, unicamente, se preocuparem na revisão linguística do Português, devem também fazer a revisão em palavras de outras línguas que estiverem na obra para termos uma revisão com maior qualidade.

Só para constar, por exemplo, da nossa afirmação, vamos dar uma olhada às obras literárias construídas em Angola e perceberemos o conjunto de palavras não se configuram no padrão gráfico das línguas nacionais, como o Kimbundu, Umbundu, Cokwe, só para exemplificar.

É preciso, no não conhecimento do funcionamento destas línguas por parte do revisor, o órgão competente contratar ou consultar revisores formados nesta área. A obra “Rosas e Munhungo” do escritor João Tala pode ser um exemplo disso.

A palavra “Munhungo” apresenta uma grafia que não se enquadra no padrão gráfico das línguas Bantu, pois, de acordo à grafia das línguas nacionais, seria “munyungu”.

O mesmo podemos constatar na recente obra do do escritor angolano José Eduardo Agualusa, “Vidas e Mortes de Abel Chivukuku”, onde, por exemplo, verificamos vários antropónimos e alguns topónimos que se desvinculam do padrão gráfico das línguas nacionais. Fora das obras citadas como exemplo, existem várias e tantas outras nesta situação.

O estranho é que acertam tão bem na escrita de uma palavra inglesa, russa ou outra, por exemplo, e erram nas palavras escritas nas nossas próprias línguas, apresentando o aportuguesamento como defesa da péssima escrita das palavras nas línguas nacionais; se assim for, por que não aportuguesar também as palavras escritas em inglês, francês, russo ou outro idioma? Ou só as línguas nacionais devem ser aportuguesadas? Nota-se que as questões linguísticas em Angola é mais político em detrimento a académico, penso eu. Basta olhar por aquilo que as academias lutam para colocar as línguas nacionais no mesmo pé de igualdade com a língua portuguesa e ambas terem o mesmo prestígio.

Talvez os políticos acham que existe uma língua superior ou inferior a outra, o que do ponto de vista linguístico não há, é o mesmo que pensarmos que existe uma cultura superior ou inferior a outra, é mera utopia.

Vê-se a luta constante de revisões linguísticas quando há erros de escrita na língua portuguesa. São, várias vezes, convidados especialistas na matéria em programas televisivos para debates sobre assunto do género.

Olho para os programas em línguas nacionais ( e não só) da TPA e alguns programas da TV Zimbo e em jornais que circulam no país, percebo tantos erros de escrita nas línguas nacionais, mas nada se fala e tudo fica assim.

Será que não existe erros de escrita nas línguas nacionais? Ou só no português é que consta erro de escrita? Essa forma como romantizam a desvalorização das línguas nacionais é muito preocupante.

É mais fácil, fazer sair uma nota que fale sobre os erros gráficos no português cometidos por certas entidades, o difícil é fazer o mesmo com erros gráficos nas línguas nacionais.

Tanto os Bantus, os Lundas, o cuando cubango, o nhaneka, o topónimo cuanza e tantos outras escritas que circulam nas mídias, constituem erros gráficos nas línguas nacionais, mas passa com maior facilidade, já uma gralha do “s” na pluralização na escrita portuguesa, é motivo de reuniões, baixo-assinado e tantos decretos sobre isso. Portanto, é urgente pensarmos na política linguística do país, bem como na efectividade das línguas nacionais no sistema de ensino no país.

 

Por: Khilson Khalunga

Jornal Opais

Jornal Opais

Recomendado Para Si

Entre Belma e supostos predadores sexuais: momento de estupro mental, colectivo e glória de prazeres forçados

por Jornal OPaís
13 de Janeiro, 2026

Não me opus à interpretação sobre o acto bárbaro assistido nos últimos tempos em todo território Nacional, fruto da confluência...

Ler maisDetails

Integração regional: Angola como protagonista estratégico no desenvolvimento económico de África

por Jornal OPaís
13 de Janeiro, 2026

A experiência histórica do desenvolvimento económico evidencia, com consistência teórica e empírica, que os processos de transformação estrutural bem-sucedidos em...

Ler maisDetails

A modernização com características chinesas aos meus olhos

por Jornal OPaís
13 de Janeiro, 2026

Lembro-me, como se fosse ontem, das conversas de fim de tarde no pátio da casa da minha avó, em Viana....

Ler maisDetails

Comunicação institucional não é jornalismo!

por Jornal OPaís
13 de Janeiro, 2026
Foto de: PEDRO NICODEMOS

Há três semanas, numa conversa com um amigo, depois de ter viajado por algumas províncias do país, confessou-me estar bastante...

Ler maisDetails

Executivo articula acções para uniformizar os salários da função pública até final de 2027

14 de Janeiro, 2026

Polícia Nacional encerra mais de 90 casas de pesagem de sucata no Cuanza-Sul

13 de Janeiro, 2026

Paulo Rangel e Maria de Fátima Jardim debatem futuro e desafios estratégicos da CPLP

13 de Janeiro, 2026

Ministério do Interior preocupado com o falso anúncio de recrutamento nas redes sociais

13 de Janeiro, 2026
OPais-logo-empty-white

Para Sí

  • Medianova
  • Rádiomais
  • OPaís
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos

Radiomais Luanda

99.1 FM Emissão online

Radiomais Benguela

96.3 FM Emissão online

Radiomais Luanda

89.9 FM Emissão online

Direitos Reservados Socijornal© 2026

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.