EMPEMA-ENSA BANCO BAI SOCIJORNAL SOCIJORNAL
OPaís
Ouça Rádio+
Sáb, 20 Jun 2026
  • Mundial 2026
  • AngoTic
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
  • Desporto
  • Mundo
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Mundial 2026
  • AngoTic
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
  • Desporto
  • Mundo
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

O labor da revisão linguística e a praga das línguas nacionais

Jornal Opais por Jornal Opais
13 de Maio, 2024
Em Opinião

Em países multilingue, como Angola, por exemplo, o revisor, para mim, é imperioso que conheça o funcionamento rigoroso da língua oficial, por ser a língua de trabalho e a língua que, maioritariamente, se vai deparar durante o seu exercício como revisor, mas, claro, não pode deixar de lado as outras línguas que constituem o mosaico linguístico do país onde reside ou faz o seu trabalho.

Poderão também interessar-lhe...

África não precisa de mais heróis, precisa de mais instituições

Lomengo, o genro esfomeado – Vidas de Ninguém (XXIV)

A solidão dos fortes

Quero com isso dizer que os revisores não podem, unicamente, se preocuparem na revisão linguística do Português, devem também fazer a revisão em palavras de outras línguas que estiverem na obra para termos uma revisão com maior qualidade.

Só para constar, por exemplo, da nossa afirmação, vamos dar uma olhada às obras literárias construídas em Angola e perceberemos o conjunto de palavras não se configuram no padrão gráfico das línguas nacionais, como o Kimbundu, Umbundu, Cokwe, só para exemplificar.

É preciso, no não conhecimento do funcionamento destas línguas por parte do revisor, o órgão competente contratar ou consultar revisores formados nesta área. A obra “Rosas e Munhungo” do escritor João Tala pode ser um exemplo disso.

A palavra “Munhungo” apresenta uma grafia que não se enquadra no padrão gráfico das línguas Bantu, pois, de acordo à grafia das línguas nacionais, seria “munyungu”.

O mesmo podemos constatar na recente obra do do escritor angolano José Eduardo Agualusa, “Vidas e Mortes de Abel Chivukuku”, onde, por exemplo, verificamos vários antropónimos e alguns topónimos que se desvinculam do padrão gráfico das línguas nacionais. Fora das obras citadas como exemplo, existem várias e tantas outras nesta situação.

O estranho é que acertam tão bem na escrita de uma palavra inglesa, russa ou outra, por exemplo, e erram nas palavras escritas nas nossas próprias línguas, apresentando o aportuguesamento como defesa da péssima escrita das palavras nas línguas nacionais; se assim for, por que não aportuguesar também as palavras escritas em inglês, francês, russo ou outro idioma? Ou só as línguas nacionais devem ser aportuguesadas? Nota-se que as questões linguísticas em Angola é mais político em detrimento a académico, penso eu. Basta olhar por aquilo que as academias lutam para colocar as línguas nacionais no mesmo pé de igualdade com a língua portuguesa e ambas terem o mesmo prestígio.

Talvez os políticos acham que existe uma língua superior ou inferior a outra, o que do ponto de vista linguístico não há, é o mesmo que pensarmos que existe uma cultura superior ou inferior a outra, é mera utopia.

Vê-se a luta constante de revisões linguísticas quando há erros de escrita na língua portuguesa. São, várias vezes, convidados especialistas na matéria em programas televisivos para debates sobre assunto do género.

Olho para os programas em línguas nacionais ( e não só) da TPA e alguns programas da TV Zimbo e em jornais que circulam no país, percebo tantos erros de escrita nas línguas nacionais, mas nada se fala e tudo fica assim.

Será que não existe erros de escrita nas línguas nacionais? Ou só no português é que consta erro de escrita? Essa forma como romantizam a desvalorização das línguas nacionais é muito preocupante.

É mais fácil, fazer sair uma nota que fale sobre os erros gráficos no português cometidos por certas entidades, o difícil é fazer o mesmo com erros gráficos nas línguas nacionais.

Tanto os Bantus, os Lundas, o cuando cubango, o nhaneka, o topónimo cuanza e tantos outras escritas que circulam nas mídias, constituem erros gráficos nas línguas nacionais, mas passa com maior facilidade, já uma gralha do “s” na pluralização na escrita portuguesa, é motivo de reuniões, baixo-assinado e tantos decretos sobre isso. Portanto, é urgente pensarmos na política linguística do país, bem como na efectividade das línguas nacionais no sistema de ensino no país.

 

Por: Khilson Khalunga

Negócios Em Exame Negócios Em Exame Negócios Em Exame

Recomendado Para Si

África não precisa de mais heróis, precisa de mais instituições

por Jornal OPaís
19 de Junho, 2026

Há uma imagem que muitos angolanos conhecem. Num bairro, numa escola, numa associação comunitária ou numa repartição pública, existe quase...

Ler maisDetails

Lomengo, o genro esfomeado – Vidas de Ninguém (XXIV)

por Jornal OPaís
19 de Junho, 2026

A os 31 anos, Cafumba era uma jovem morena, de pernas grossas, dentes branquinhos, cabelos compridos e massa física corpulenta,...

Ler maisDetails

A solidão dos fortes

por Jornal OPaís
19 de Junho, 2026

A fortaleza é uma das qualidades mais admiradas na sociedade angolana. Admiramos a mãe que nunca desiste dos filhos, o...

Ler maisDetails

É de hoje… Quem conhece as Quedas dos Bem-Casados?

por Dani Costa
19 de Junho, 2026

Há alguns anos, num daqueles momentos de aventura, decidimos visitar o amigo Tito, que, depois de largos anos emprestado ao...

Ler maisDetails

Angola assina oito memorandos para fomentar desenvolvimento dos destinos turísticos

19 de Junho, 2026

Campanha de rastreio da Tripanossomíase prevê abranger cerca de quatro mil munícipes do Ngonguembo

19 de Junho, 2026

Vítimas do quádruplo homicídio no Paraíso serão sepultadas amanhã

19 de Junho, 2026

Banco Africano de Desenvolvimento reafirma apoio à ciência e tecnologia em Angola

19 de Junho, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Mundial 2026
  • AngoTic
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
  • Desporto
  • Mundo
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.