BFA AIMC Bitur BFA SB SB FIB BANCO BAI
Qua, 4 Nov 2026
OPAÍS
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
    • PUBLICAÇÕES
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
    • PUBLICAÇÕES
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS

Flexão verbal: caso da voz

Jornal OpaisPor Jornal Opais
16 de Abril, 2024
Em Opinião
0
Tempo de Leitura: 3 mins de leitura
Flexão verbal:  caso da voz

Hoje, 16 de Abril, é o dia Internacional da Voz, preferimos falar da voz para fazer jus à efeméride. O que particulariza o nosso trabalho deve-se à redução da voz a nível da flexão verbal, isto é, vamos estudar a respeito da voz na categoria verbal. Bagno há anos comparou a linguística (língua) como as águas do rio e a gramática como as águas da lagoa, justificando que as águas do rio escorrem e, da lagoa são presas, quer dizer, as regras gramaticais são presas, não alteram.

Porém, julgamos não ser verdade, as historiografias gramaticais e linguísticas não dizem isso, as regras gramaticais também podem ser alteradas pela influência geográfica, histórica e mais. Vejamos as proposições abaixo: Cardeira (1999) “caracteriza o português médio como proclisador”; já Martins (2002, p. 270) apresenta que nos anos 1250 a 1255 a ênclise era muito usual, 92.9%, diferente dos anos 1500 a 1549, a próclise era a posição mais presente nos falares, 98.8%.

Hoje, por exemplo, no português brasileiro há maior predominância de próclise e no português europeu a posição canónica é a ênclise, como nos faz saber (Soquessa, 2017, p. 03). Realidades diferentes de Angola, em que a colocação dos pronomes é livre (próclise e ênclise), as pessoas usam a seu belprazer, porém a posição mesoclítica sem expressividade no falar angolano, um ou outro que a utiliza.

Voltando ao assunto da voz, enquanto flexão verbal divide opiniões dos estudiosos em matéria da língua portuguesa: (i) uma concepção mais antiga conserva a ideia segundo a qual a voz faz parte da flexão verbal, a outra (ii), com a qual compactuamos, entende que a voz não faz parte da flexão verbal. Primeiro, para compreendermos esse assunto, devemos saber a fundamentação de uma flexão.

Para tal, atentemonos aos seguintes excertos: Cunha e Cintra (2014, p. 472) aclaram que a flexão se realiza através de processos morfológicos, isto é, através da afixação. Mais, Dias e Gomes (2008, p. 59) apresentam a diferença entre os sufixos derivacionais e sufixos flexionais ou desinências, segundo os autores, os primeiros são destinados a criar novos vocábulos e os últimos indicam variações ou modalidades específicas de uma mesma palavra.

Por conseguinte, podemos entender que a nível do verbo não ocorre a flexão em voz, à semelhança da conclusão que os estudiosos (professores) portugueses chegaram, aquando da constituição da Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário (2004), com actualizações em 2009 e 2010, colocando a voz no nível sintáctico, aliás, faz parte das formas da frase.

Os estudiosos que defendem que a voz faz parte da flexão verbal acabam incorporando-a mais nas formas de frase (activa e passiva), quer dizer, Sintaxe.

A mudança da voz não é enraizada através da afixação, embora possa apresentar modalidades específicas. Por exemplo, Pinto (2006, p. 303) traz as presentes frases: “A Luísa viu o filme” – voz activa; “O filme foi visto pela Luísa” – voz passiva. Se olharmos bem, não há flexão morfológica, isto é, na estrutura da palavra, na estrutura verbal.

A forma verbal “viu” está conjugada numa pessoa (3ª), número (singular), tempo (pretérito perfeito) e modo (indicativo), nada na estrutura verbal indica voz; já a forma “foi visto”, que identifica a voz passiva, é um complexo verbal composto por um verbo auxiliar e um verbo principal no particípio, a forma verbal “foi” deve combinar em pessoa (3ª), número (singular), tempo (pretérito perfeito) e modo (indicativo) à semelhança da voz activa.

A respeito do particípio, ele em si já apresenta afixos (regulares (ido e ado) e irregulares) que o identificam. O que mudou, na realidade, é a estrutura frásica e não que o verbo flexionou em voz. O verbo flexiona apenas em pessoa, número, tempo e modo.

Relacionados - Artigos

É de hoje… A punição do comerciante guineense

É de hoje… Dilemas de Cabinda

4 de Novembro, 2026
Petróleo, guerra e ilusão fiscal

Petróleo, guerra e ilusão fiscal

3 de Novembro, 2026
Para mim, pode ser apenas arroz de atum

Quando a saudade nos leva ao cemitério

3 de Novembro, 2026
Quem governa a segurança quando todos mandam?

O jornalista que informou o mundo: quando a narrativa vence os canhões

3 de Novembro, 2026
PONTUAL: Pergaminhos da fama

PONTUAL: Sécil podia prestar um serviço melhor!

3 de Novembro, 2026
A Competência não basta

Os mortos também merecem justiça!

2 de Novembro, 2026
Carregar Mais

Maís Populares

  • PR de Moçambique visita Rússia com encontro com Putin na agenda

    PR de Moçambique visita Rússia com encontro com Putin na agenda

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweetar 0
  • Morre empresário angolano Riquinho após complicações de saúde

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweetar 0
  • Higino Carneiro mantém contestação

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweetar 0
  • MPLA confirma João Lourenço para o congresso de Dezembro

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweetar 0
  • Assaltos em Luanda 3 regressa ao cinema com abordagem sobre o tráfico de combustíveis

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweetar 0
Siga OPAÍS no WhatsApp

Relacionados - Artigos

É de hoje… A punição do comerciante guineense

É de hoje… Dilemas de Cabinda

Por Dani Costa
4 de Novembro, 2026

...

Petróleo, guerra e ilusão fiscal

Petróleo, guerra e ilusão fiscal

Por Jornal OPaís
3 de Novembro, 2026

...

Para mim, pode ser apenas arroz de atum

Quando a saudade nos leva ao cemitério

Por Jornal OPaís
3 de Novembro, 2026

...

Quem governa a segurança quando todos mandam?

O jornalista que informou o mundo: quando a narrativa vence os canhões

Por Jornal OPaís
3 de Novembro, 2026

...

PONTUAL: Pergaminhos da fama

PONTUAL: Sécil podia prestar um serviço melhor!

Por Jorge Fernandes
3 de Novembro, 2026

...

A Competência não basta

Os mortos também merecem justiça!

Por Jornal OPaís
2 de Novembro, 2026

...

Carregar Mais
Artigo Seguinte
Líder do grupo paramilitar  RSF diz-se empenhado em cessar-fogo no Sudão

Líder do grupo paramilitar RSF diz-se empenhado em cessar-fogo no Sudão

Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Bem-vindo de Volta!

Entre para a sua conta abaixo

Esqueceu a Palavra-passe?

Recuperar palavra-passe

Por favor, insira o seu nome de utilizador ou endereço de correio-electrónico para reposição da sua palavra-passe.

Entrar
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
    • PUBLICAÇÕES
Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.