Nossa Seguros BFA BFA BFA FIB EMPEMA-ENSA BANCO BAI STANDARD-BANK SOCIJORNAL
Sex, 14 Ago 2026
OPaís
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPaís
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPaís

Escrever é o quê? (Parte 1)

Jornal Opais por Jornal Opais
4 de Março, 2024
Em Opinião

No presente ensaio propusemo-nos a abordar sobre Escrever é o quê. A abordagem está centrada na perspectiva da literatura enquanto ciência e arte, com objectivo de contribuir na produção literária no Huambo.

Aprioristicamente, dever-se-ia compreender que escrever é ressignificar as vivências em símbolos gráficos, ou seja, é um exercício árduo que consiste na tradução dos factos e fenômenos sociais em representações gráficas.

Assim, um escritor de verdade, antes de escrever qualquer coisa que seja, dedicar-se-ia a apreciar e investigar o referencial ou contexto. Escrever vai muito além de recolher vocabulários, para os crucificar sobre o papelinho quadriculado.

Não basta escrever uma carta, um poema, um conto, uma frase reflexiva, para concluir que é escritor e ponto final. Se olhássemos no nosso contexto com uma taça de sensibilidade coerente, sem fanatismo, perceberíamos que, obviamente, talvez haja uns pouquíssimos escritores, e muitíssimos pseudo-escritores, situação que nos repleta de triste tristeza.

Em condições normais toda e qualquer produção textual seria resultado da realidade (contexto), não seria um dado do acaso entregue à sua própria sorte, por isso, Costa Andrade advoga que não há texto sem contexto, ou seja, todo texto é pretextado por um contexto, remetendo-nos à relação tridimensional, isto é, escritor-contexto-povo.

Há quem diga que escrever seja consequência de uma determinada inspiração. Se essa inspiração for uma espécie de pensamento ou ideia que nos vem de repente, recusar-nos-íamos a concordar, porque a inspiração é bastante efêmera e/ou um descuido/lapso que não se pode controlar ou monitorar, quando nos propomos a escrever, também a pensar, ou seja, escrever exige a activação dos gatilhos de pensamento, centrandose sempre nos porquês.

Muito pelo contrário, cremos que seria um produto da imaginação ou entusiasmo criativo, devido à faculdade ou capacidade mental que possibilita a representação das vivências, enviadas ao pensamento através dos sentidos.

A título de exemplo, os excertos abaixos: As lágrimas dos céus Beijam-te de alegria *óh solo Enchendo-te de cabelos verdes Katchekele Mel que as abelhas esqueceram lá Num pouso acidentado e de sorte. Talvez atraídas por aquele porte… Que na ilusão de óptica, viu-se girassol.

Augusto Sapengo

Os escritos supracitados é notório que não são oriundos do acaso, pelo facto de estarem munidos de imitação da realidade ou decoro, se preferirmos, uma imaginação pura e virgem tão obesa de sensibilidade na forma como os dois autores convertem o viver do povo em representações gráficas, isto sim, quer dizer escrever, simples e complexo ao mesmo tempo.

No entanto, embora a escrita por sua natureza seja acessível a todos como uma prostituta que ande de mão em mão e esteja à disposição mesmo de quem não a queira, com base no pensamento platônico.

Não pretenderíamos discutir tal pensamento, todavia gostávamos acreditar que Platão se não referia a amontoados de palavras agrupadas, sem significado sócio-histórico ou histórico-cultural, e sim, a escritos santos que sejam reflexos da vida dos povos de uma determinada região e época.

Neste ínterim, escrever seria revelar-se ao leitor ou deixar-se conhecer pelo leitor, razão pela qual todo texto, independentemente do seu tamanho, formato, singularidade e pluralidade manifestaria um pouco do universo interior do autor e do contexto social da época.

A título de exemplo, basta olhar para toda produção literária feita na década de 50 pelos africanos de expressão portuguesa, em particular angolanos, deram voz e vez à chamada literatura de combate.

A riqueza conteudística das obras da década supracitada manifestam a angolanidade, facto e sinônimo de escrevivência.

Ora bem, escrever assemelharse-ia a uma vaidade surda e muda, nuvem escurenta, porque cada vez mais se vende a ideia de que o facto de escrever um poema, uma crônica, uma história já transforma o sujeito-autor num escritor; burrice intelectual, repito mais uma vez, burrice intelectual mesmo.

Isso só acontece aqui na nossa realidade, para comprovar a veracidade desta afirmação, sugiro que visitemos as redes sociais e algumas obras publicadas, é uma vergonha, muitos “pseudo”- escritores.

Assim, assumir-se como escritor seria tamanha responsabilidade, olhando no pensamento de José Francisco Tenreiro: antes do político, do advogado, do sociólogo, do economista, do historiador, do magnata e de qualquer outro, está o poeta (escritor) para abordar nos seus textos os mais variados problemas da sociedade.

Todavia, hoje e por hoje, apreciando o nosso Huambo neste quesito, custar-nos-ia admitir e, em verdade a máxima de Tenreiro, não se encaixaria em todos, mas também seria para todos, uma vez que, em vários casos, escrever tenha-se associado à bajulação, santificação da imagem de alguém em troca de um pedaço de pão.

Cá, no Huambo, os que escrevem à luz da máxima do autor mencionado anteriormente, contar-se-iam pelos dedos da mão, só não os citamos porque enfim. Já os “pseudo”-escritores talvez muitos os conheçam através das suas aparições públicas.

Recomendado Para Si

Os partidos disputam e o povo sofre as consequências

por Jornal OPaís
14 de Agosto, 2026

Os recentes confrontos registados no Uíge, entre população e efectivos da Polícia Nacional, que deixaram várias pessoas feridas, não podem...

Ler maisDetails

Educação técnica vs. diploma académico: qual deles gera o verdadeiro retorno em Angola?

por Jornal OPaís
14 de Agosto, 2026
VIRGILIO PINTO

Em Angola, o diploma universitário ainda é visto como o bilhete dourado para a estabilidade financeira. As famílias sacrificam poupanças,...

Ler maisDetails

A quinta dos bois Parte II

por Jornal OPaís
14 de Agosto, 2026

…Não que a quinta era um feito, mas era um dos lugares mais eufóricos que já havíamos frequentado. Uma vez...

Ler maisDetails

Carta do leitor: Vem aí a época das chuvas

por Jornal OPaís
14 de Agosto, 2026

Ao coordenador do jornal O PAÍS, saudações e votos de óptima Sexta-feira! Depois da época de Cacimbo (frio) no país,...

Ler maisDetails

Mais Populares

  • Capotamento em Cabo Ledo faz seis feridos

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • GPL disponibiliza resultados da validação das candidaturas aos concursos públicos

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • NUDEZ: a “perigosa” corrida em busca de fama nas redes sociais

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Sete dos 30 feridos do acidente no Cabo Ledo inspiram maiores cuidados

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Prazo de inscrições para o ensino secundário e médio prorrogado até 7 de Agosto

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.