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É de hoje… Um país de invejosos

Dani Costapor Dani Costa
30 de Junho, 2025
Em Opinião

Há poucos meses, uma visita na Casa Branca, nos Estados Unidos, onde repousa a liderança da maior potência do mundo, permitiu-nos ver o actual chanceler alemão atribuir ao Presidente norte-americano, Donald Trump, uma certidão que pertencera ao seu avô.

Apesar do reboliço que vai causando com as suas políticas anti-imigratórias, o próprio líder norte-americano é produto desta acção que fez com que milhares de cidadãos de outros continentes chegassem aos Estados Unidos e o tornassem na maior economia mundial. Pelo mundo, muitos países optaram pelas mesmas políticas para verem as suas terras mais desenvolvidas.

Tanto na América como noutros continentes, há em alguns deles casos de sucesso que seriam uma mais-valia noutros pontos do mundo. Quando se olha, por exemplo, para o Brasil, um dos maiores da América, também se nota a olho nu a importância que tiveram os imigrantes italianos, portugueses, espanhóis, libaneses e outros para a melhoria do seu ambiente económico e o surgimento de muitos impérios empresariais que se vão espalhando aos quatro cantos do globo.

Nos últimos tempos, as autoridades angolanas têm se envolvido numa caça ao investimento estrangeiro para ajudar a desenvolver vários sectores da economia nacional.

Como resultado, muitos são os que chegam a Angola com o propósito de participar do processo, apesar de possuírem culturas e línguas diferentes.

É o caso dos menonitas mexicanos estacionados na Lunda-Norte, no município do Lôvua, que vão revolucionando a produção nesta província que, até então, se acreditava ter apenas potencialidades no sector dos diamantes.

Em poucos anos, depois da chegada de uma parceria com um grupo empresarial angolano, a referida comunidade tornou-se a maior produtora de grãos no leste do país.

Só na Lunda-Norte, as produções deste ano ultrapassaram a expectativa, sendo a mais recente quase mil toneladas só de feijão, sem contar com as culturas de soja e milho colhidas anteriormente. Infelizmente, nos últimos dias, vão surgindo inúmeras informações sobre esta comunidade e as pretensões que fizeram com que viessem a Angola.

Diz-se que tudo está associado a uma matéria publicada por um órgão de comunicação estrangeira, por sinal de um país que viu a sua economia e vários sectores se desenvolverem graças à forte intervenção de comunidades estrangeiras ainda hoje fortemente ramificadas naquele país.

E aos poucos, um número considerável de angolanos vai embarcando nesta estória da carochinha, que só se fortalece desde que estes imigrantes começaram a apresentar os primeiros resultados em termos agrícolas desde que se implantaram na Lunda-Norte.

Não espanta que, graças a estes investimentos e outros em curso, existam muitos cidadãos que se sintam frustrados porque aquela região do país sempre foi considerada uma galinha de ovos de ouro dos padrinhos da importação de produtos.

E havendo quem aí ao lado produza, grandemente, aquilo que se buscava para lucros fabulosos, muitos começam a se sentir acossados.

São vários os angolanos detentores de enormes parcelas de terras, algumas invadidas pelo garimpo patrocinado por cidadãos oriundos do oeste-africano, Líbano e até da vizinha República do Congo, mas nunca mereceram a atenção que se quer dar aos menonitas. Porque, talvez, a independência alimentar que tanto almejamos não é desejo de muitos antipatriotas.

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