Foi na véspera da viagem ao Cuanza Sul que um dos nossos colegas me visitou no escritório para falar sobre o estado da estrada em que circularíamos. Dizia ele ter informações de que a circulação pela Estrada Nacional 230, propriamente entre os Cuanzas, Norte e Sul, era tão péssima, por conta de palpites que recebera de um parente próximo.
É comum, nos últimos tempos, as pessoas comentarem, com regularidade, sobre assuntos de que não têm domínio. Com o advento das redes sociais, a propagação de informações, muitas das vezes apócrifas, aumentou consideravelmente.
Há muito que o nosso colega não circulava pela Estrada Nacional 230, a mesma que, depois do Dondo, no Cuanza-Norte, se ramifica para Norte e Sul do país, atingindo províncias como as de Malanje, Lundas Norte e Sul, Moxico e Moxico Leste.
Do outro lado, consegue atingir o Cuanza Sul, Huambo, Bié, Cuando e Cubango. Tida durante anos como uma das mais críticas do país, há muitos anos que se vive uma nova ima gem com a aceleração das obras, sobretudo na queles troços que eram vistos como dos mais difíceis.
Quem anteriormente viajava, por exemplo, entre Luanda, Malanje e as Lundas, Norte e Sul, saberá do que se escreve neste espaço. São inúmeros os relatos feitos por populares sobre as condições que a via vai ganhando, o que faz com que agora a maior preocupação seja mesmo o excesso de velocidade que se observa em alguns dos seus troços.
Há dias, infelizmente, um camião com combustível, que se dirigia mais a Norte e Nordeste do país, acabou por capotar. Para a polícia, a causa está identificada: excesso de velocidade.
Às vezes, dá a impressão de que muitos gosta riam que o ideal fosse que não se observasse nenhum desenvolvimento a nível das infra estruturas do país. Tal é a velocidade com que se propagam inverdades, mesmo quando o cenário que se vive hoje é completamente diferente.
Até pouco tempo, quem circulava pela 230 via com grandes preocupações e entraves os troços entre Catete e Calomboloca, porque os restantes, até Maria Teresa ou entre Catete e Luanda, os buracos praticamente sumiram. Gostaria imenso que, nos próximos dias, o meu colega levasse consigo o seu parente para apurar o trabalho que vai sendo feito.
E que vai dar uma nova imagem e melhorar positivamente a circu lação no país. É claro que ainda existem coisas a serem feitas, como terminar o tapete, acabar com certos caminhos fiotes, mas a realidade é que hoje se anda muito melhor do que no passa do.










