OPaís
Ouça Rádio+
Dom, 15 Mar 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

desinflação: custos e benefícios

Jornal Opais por Jornal Opais
5 de Julho, 2024
Em Opinião

Em diferentes geografias, os governos cessantes e os candidatos ao Poder Político, no período de campanhas eleitorais, prometem essencialmente duas coisas.

Poderão também interessar-lhe...

Quando o desporto se torna diplomacia

A defesa nacional na era dos drones e da guerra tecnológica

Quando o dérbi fala à nossa memória

A redução da inflação e a criação de novos postos de trabalho. Ou seja, os políticos limitam-se exactamente a dizer aquilo que o eleitorado gosta(ria) de ouvir (…) Em qualquer país, a inflação e o desemprego fazem parte das preocupações prementes dos cidadãos, uma vez que o seu impacto na vida das pessoas é directo e imediato.

Os dois fenómenos, enquanto pedras basilares do equilíbrio das finanças públicas e do bem-estar social, há décadas que a relação entre estas duas variáveis e consequentemente o equilíbrio entre si mantêm-se no centro do debate macroeconómico.

Importa clarificar que a inflação se refere ao aumento de forma generalizada e persistente no tempo do preço de um determinado conjunto de bens e serviços procurados pela maior parte dos consumidores.

Assim, o seu aumento reduz o poder de compra das famílias e impacta negativamente sobre a qualidade de vida, uma vez que com o mesmo nível de rendimento se consegue adquirir uma quantidade, cada vez menor, de bens e serviços.

Atrelada a redução dos índices inflacionários, encontra-se sempre uma, de duas situações, a deflação ou a desinflação. Ambas funcionam como o outro lado da moeda, influenciando negativamente a sua evolução.

A deflação corresponde a uma queda dos preços de uma grande gama de produtos e serviços por um período razoavelmente longo, afectando negativamente o consumo e por sua vez o rendimento nacional, ao passo que a desinflação implica uma diminuição na taxa de inflação, ou seja, os preços ainda continuam a aumentar, mas a uma taxa menor.

Por isso, em bom rigor, os políticos deveriam prometer a desinflação e não a deflação. Ainda assim, a inflação é um assunto bastante presente tanto na agenda dos governantes quanto na dos governados, e não obstante as diversas causas comuns, em muitas economias, em Angola, o aumento dos níveis de inflação assentam essencialmente mais em questões estruturais do que conjunturais.

As preocupações relativas à redução da taxa de crescimento do nível de preços, bem como o aumento da taxa de emprego, muitas vezes leva as pessoas à euforia e a acreditarem piamente em promessas de políticos como se tivessem capacidade mágica, porém esses mesmos governados perdem a soberana oportunidade de apresentar uma série de questionamentos a quem governa ou a quem pretende ser governo, por exemplo: i) Como será feita a desinflação ou como se criará mais postos de emprego?

ii) Quantos novos postos de emprego serão criados e em que sectores, províncias ou regiões? iii) Quais sacrifícios terão de ser suportados e quanto tempo será necessário?

Desde os anos cinquenta, economistas de diferentes escolas de pensamento concordam que, pelo menos a curto prazo, exista um “trade-off” entre a taxa de inflação e a taxa de desemprego.

Ou seja, a Curva de Phillips expressa que, a curto prazo, para se alcançar uma redução da taxa de inflação tem de se estar necessariamente disposto a suportar um determinado aumento do nível de desemprego e vice-versa, sendo que é bastante importante recordar que um plano de desinflação rápido comporta sempre um conjunto de custos e benefícios.

Ao olharmos para o mercado de trabalho, de um lado estão as famílias a oferecerem mão-deobra e do outro encontramos os empregadores a procurarem a força de trabalho.

Assim sendo, as famílias ao venderem a sua força de trabalho aos empregadores negociam uma compensação salarial, tendo em consideração as suas expectativas relativamente a evolução dos preços.

No entanto, preocupam-se com o poder de compra, e por sua vez, os empregadores na formação do preço final dos bens e serviços, por si, produzidos acrescentam uma margem aos salários, mas estes encaram os salários nominais como custos e na sua determinação levam em consideração a produtividade média e marginal da mão-de-obra.

Dito de outro modo, quando os políticos prometem um aumento instantâneo do emprego ou uma rápida redução das taxas de inflação, é fundamental que a sociedade seja capaz de questionar e exigir que os mesmos apresentem propostas concretas que permitam compreender como, em quanto tempo e com que custos, será alcançada tal proeza.

Estranhamente, com maior preponderância nos países em estágios de desenvolvimento menos avançados, de forma gritante, a sociedade como um todo, e em particular tanto os entes políticos que não são governo e almejam ser, (ou pelo menos assim o dizem) quanto as demais forças sociais, parecem totalmente pávidas e incapazes de conduzir o debate para aquilo que deveria ser o verdadeiro cerne da “questão”, portanto, e assim continua-se a adiar permanentemente o desenvolvimento económico e social dessas nações.

 

Por: Wilson Neves

*Economista

Jornal Opais

Jornal Opais

Recomendado Para Si

Quando o desporto se torna diplomacia

por Jornal OPaís
13 de Março, 2026

Durante muito tempo, o desporto foi visto ape nas como competição, entretenimento ou orgulho nacional. No entanto, no mundo contemporâneo,...

Ler maisDetails

A defesa nacional na era dos drones e da guerra tecnológica

por Jornal OPaís
13 de Março, 2026

O que os novos conflitos internacionais nos dizem sobre os desafios da segurança estratégica de Angola? Num mundo marcado por...

Ler maisDetails

Quando o dérbi fala à nossa memória

por Jornal OPaís
13 de Março, 2026

O futebol é vivido com paixão em Angola, tal como em qual quer canto do planeta onde uma bola rola...

Ler maisDetails

Basílica Clube Desportivo do Sequele desperta interesse de “gigante” do futebol francês

por Jornal OPaís
13 de Março, 2026

Fundada em 2014, a Basílica Clube Desportivo do Sequele nasceu de uma iniciativa comunitária entre moradores da Centralidade do Sequele,...

Ler maisDetails

Mais de três mil pensionistas inseridos no sistema de pagamentos no Zaire

15 de Março, 2026

Operação no Cunene resulta na recuperação de mais de 200 cabeças de gado

15 de Março, 2026

Campanha de cirurgias de catarata no Namibe encerra com mais de duas mil pessoas atendidas

15 de Março, 2026

‎Deposição de coroa de flores marca o 15 de Março no Cuanza-Norte

15 de Março, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • OPaís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.