EMPEMA-ENSA BANCO BAI MINEA SOCIJORNAL SOCIJORNAL
OPaís
Ouça Rádio+
Qua, 20 Mai 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Da oralidade à escrita – literatura tradicional angolana: uma questão pedagógica II

Jornal Opais por Jornal Opais
27 de Fevereiro, 2025
Em Opinião

A praz-nos salientar, que a apresente abordagem argumentativa, embora seja apenas extracto, surge da reformulação de um artigo nosso que resulta de convite formulado pela Comissão Nacional para o Instituto Internacional da Língua Portuguesa, na pessoa da Dra. Paula Henriques, para o Colóquio Internacional sobre Línguas Ágrafas, alusivo ao Dia da Língua Materna, cuja prelecção está marcada para o dia 27 de fevereiro de 2025.

Poderão também interessar-lhe...

Transição do ensino médio para o mundo universitário: expectativas e desafios

O impacto da responsabilidade social na construção da reputação organizacional

Desapareceu… ou a nossa mente acreditou que desapareceu?

Acreditamos que o presente colóquio se faz oportuno por razões antropológicas, políticas e, sobretudo, pela vasta esteira etnolinguística angolana.

Assim, propusemo-nos a uma abordagem construtivista e progressista por conta da dualidade conceitual de nação “angolana” que abarca o binómio relacional entre a esteira antropológica e política, que se acopla às línguas, entende-se aqui, como sistema semiótico, sistematizado e como produto cultural dos diferentes falantes.

Importa salientar, que à luz das sociedades de tradição oral, como é caso de Angola, uma das formas pedagógicas de transmissão de educação às novas gerações são as diferentes manifestações da literatura oral, contos, fábulas, adivinhas, mitos e provérbios, que traduzem, quer sob o plasma semântico, quer sob o plasma literal, a dinâmica sociolinguística dos variados segmentos que comportam as culturas dos diferentes povos que sustentam o imaginário angolano.

A finalidade pedagógica, até onde aferimos, sempre sustentou a construção da literatura oral. Por ora, para fundamentar o nosso argumento sobre a importância da literatura oral no panorama social angolano, recorremos à apelação do professor Benjamim Fernando quando alude sobre o funcionalismo significativo dos provérbios, por sinal, veículo de transmissão de princípios, de implementação da cultura da honestidade e do melhor servir “kyaku kyaku, kyangani kyangani – o que é teu é teu, alheio é alheio”.

Entende-se que que a função pedagógica consiste em: preparar os diferentes indivíduos que compõem a esteira sociopolítica para os futuros desafios, o de serem íntegros, comprometidos com o bem-estar colectivo.

Neste processo migratório da oralidade à escrita, assiste-se articulação entre a metáfora social e antropologia cultural que partem da oralidade e se concretizam na escrita como sistema de continuidade do vitalismo da oralidade por meio da palavra gráfica, por exemplo, em A Saúde do Morto, Os Funerais de Manguituka – o Terrível Bandido e Outros, Rosas e Munhungo, O Homem que Plantava Aves, Os Discursos do Mestre Tamoda, A Morte do Velho Kipacaça. Vejamos que os contos têm como finalidade a instrução e a formação social. Da oralidade à escrita compreende dois sistemas que apresentam tradições, influências e técnicas dicotómicas que, provavelmente, podem coabitar sem a omissão dos diferentes códigos que regem as suas estruturas enquanto instituições.

Daí que, embora a passagem da oralidade à escrita seja necessária, é peremptório que se mantenham os pilares da originalidade, sem o processo marginalizante da criatividade, e sobretudo toda a funcionalidade pedagógica da literatura oral.

A passagem da oralidade à escrita, caso concreto as adivinhas, todo o seu valor filosófico concernente ao exercício mental e à estimulação da imaginação são elementos que devem ser salvaguardados.

Os mitos, que geralmente se semantiza entre as fronteiras da verdade e da mentira, para o mosaico oral angolano subscrevem-se à educação acumulativa, isto é, como instrução e como educação, que é característica do tecido ontológico angolano. A literatura oral transmite, essencialmente, a cosmovisão dos diferentes grupos etnolinguísticos.

Pensamos que o processo migratório não inviabiliza a reinvenção dos seus elementos culturais no sentido de manter-se fiel aos traços caracterizadores que esqueletizam a literatura oral: formação preparativa e informação instrutiva aos diferentes agentes sociais em prol das comunidades.

Os provérbios traduzem a filosofia de vida, a visão que o povo tem, principalmente, a interpretação que faz sobre o mundo. Embora ao longo do seu percurso histórico e produtivo sofram algumas alterações que possam afectar os diferentes níveis, concretamente: estrutural, semântico, estilístico, o que origina também o surgimento de versões diferentes do texto tradicional, hipoteticamente, original.

 

Por: HAMILTON ARTES

Negócios Em Exame Negócios Em Exame Negócios Em Exame

Recomendado Para Si

Transição do ensino médio para o mundo universitário: expectativas e desafios

por Jornal OPaís
19 de Maio, 2026

Nenhum processo de transição parece ser, de início, motivo de alegria, mas de dor; a passagem do ensino médio para...

Ler maisDetails

O impacto da responsabilidade social na construção da reputação organizacional

por Jornal OPaís
19 de Maio, 2026

Actualmente, vivemos numa sociedade profundamente marca da pela presença das redes sociais e pela digitalização das relações humanas, o que...

Ler maisDetails

Desapareceu… ou a nossa mente acreditou que desapareceu?

por Jornal OPaís
19 de Maio, 2026

Nos últimos dias, um dos assuntos que mais tem movimentado conversas, grupos de WhatsApp, paragens, mercados e redes sociais é...

Ler maisDetails

O professor que sabe escrever: quando a escrita ensina antes da voz

por Jornal OPaís
19 de Maio, 2026

A escrita é o espelho de um professor. Quando falo de escrita, refiro-me a dois aspectos fundamentais: a grafia e...

Ler maisDetails

Radiomais em 4 Vozes: Novos Podcasts

Programa Kwenda beneficia mais de um milhão de famílias na Lunda-Sul

19 de Maio, 2026

Governo Provincial da Huíla busca soluções para os problemas do Kuvango

19 de Maio, 2026

Angola anuncia criação de fábrica de mosquiteiros no âmbito do combate à malária

19 de Maio, 2026

‎Secretário-geral da UEA considera Huambo com condições favoráveis para ter uma representação

19 de Maio, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.