YONA SOARES
*Advogada | Especialidades: Gestão de Recursos Humanos, Sociedades Comerciais e Gestão de Empresas e de Negócios.
O sucesso colectivo começa na responsabilidade individual de cada um. É possível construir uma boa equipa quando cada profissional está mais preocupado em apontar as falhas dos outros do que em assumir as suas próprias responsabilidades? Fala-se muito sobre liderança, motivação, trabalho em equipa e produtividade.
As organizações procuram líderes capazes de inspirar, profissionais altamente qualificados e ambientes de trabalho favoráveis ao desempenho. Contudo, existe uma questão que nem sempre recebe a de vida atenção: Qual é a responsabilidade individual de cada pessoa na construção de uma boa equipa? Uma boa equipa não nasce simplesmente da reunião de profissionais competentes, nem resulta exclusivamente da capacidade de liderança de quem a dirige.
É construída diariamente, através de atitudes, comportamentos, compromisso, respeito e, sobretudo, responsabilidade in dividual. Uma equipa não é melhor ape nas porque tem bons profissionais. É melhor quando cada profissional compreende o impacto do seu comportamento no resultado colectivo.
Imagine uma organização em que o director não acompanha os resultados, o chefe de departamento não orienta a sua equipa, o trabalhador não cumpre os prazos, os colegas não partilham informação e todos encontram uma justificação para os resulta dos insatisfatórios. Poderá esta organização alcançar um desempenho de excelência? Dificilmente.
O problema é que, em muitos ambientes profissionais, existe uma tendência para transferir responsabilidades. Quando os resultados são positivos, todos querem fazer parte do mérito. Quando alguma coisa corre mal, multiplicam-se as justificações e os responsáveis passam a ser sempre os outros. É precisamente aqui que começa a fragilidade das equipas.
A responsabilidade individual não significa trabalhar isoladamente. Significa compreender que o nosso desempenho influencia o trabalho dos outros. O profissional responsável não precisa de ser constantemente lembrado das suas obrigações.








