OPaís
Ouça Rádio+
Seg, 26 Jan 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

A utilidade das normas gramaticais no ensino de uma língua: Uma análise reflexiva a vertentes normativista e sociolinguística

Jornal Opais por Jornal Opais
1 de Novembro, 2024
Em Opinião

O conhecimento interiorizado que todo falante possui, desde os recursos gramaticais da língua à sua capacidade para compreendê-los e utilizá-los nas mais distintas situações comunicativas, é denominado de competência gramatical.

Poderão também interessar-lhe...

Carta do leitor: Puniv no ensino superior: diplomas sem profissão

É de hoje… Será que o Kilamba ainda tem administrador?

Compromisso com os DH

Do mesmo modo, a capacidade de produzir e depreender frases adequadas ao seu contexto, por parte do utente da língua, consoante a sua cultura e sociedade em que se encontra, denomina-se por competência comunicativa.

Para melhor situarmos a nossa abordagem inicial, Scrivener (2005:227) afirma que a gramática remete, de modo geral, para os padrões generalizados da língua e à nossa capacidade de construir novos sintagmas e frases por meio de combinações de palavras e de regras gramaticais.

Tendo em conta o conceito acima, a gramática está relacionada com os padrões, as formas da língua e com a nossa habilidade para produzir discursos de forma variada, partindo das componentes inerentes à língua.

Em contrapartida, devemos compreender que o ensino da gramática é muito mais do que explicar tão-somente regras/ normas morfossintácticas de uma determinada língua, opondo-se à ampla percepção normativista que se tem da mesma.

Além disso, devemo-nos ater aos seus aspectos discursivos e pragmáticos, na medida em que o papel desempenhado pela gramática, nas aulas de línguas, é mais abrangente e reflexivo, com realce ao conceito de competência no âmbito comunicativo.

De acordo com Gomes, Santos e Lima (2019:2), a gramatica normativa, por ser de carácter precritivo, velando-se da padronização de uma língua, tem sido alvo de inúmeras críticas por parte de linguistas que, interessados na descrição e explicação dos actos da fala, construídos nas situações de uso, criticam a gramática como um catálogo de regras para um escrito exemplar, na qual, tudo o que não é previsto é excluído como desvio.

Ao contrário dos autores supracitados, Vilela (1993:144) assevera que a gramática dá ao estudante a capacidade de poder agir linguisticamente, de comunicar, de analisar textos e suas normas, sensibilizando o aluno para a língua: como meio de vida e actuação.

Assim, o domínio das normas gramaticais leva ao desenvolvimento das habilidades linguísticas do aluno no contexto de comunicação, assim como na análise e produção de textos com relação às normas vigentes na língua.

O processo de ensino e aprendizagem das normas gramaticais tem, como objetivo, adquirir uma certa competência gramatical, com vista à sua utilização em situações adequadas e contextualizadas.

Do mesmo modo, Lamas (1991:66) faz menção de que o ensino da gramática visa, entretanto, ao aperfeiçoamento da utilização da língua, à sua melhor e mais fácil comunicação, a um conhecimento crescente e a uma mais harmoniosa inserção no mundo.

Por outro lado, Duarte (1997:70) sugere três tipos de objectivos para o ensino da gramática: 1- A necessidade de uma ferramenta gramatical como instrumento; 2- Objectivos relacionados com o desenvolvimento de valores; 3- E, por último, os objectivos gerais e específicos de natureza cognitiva. Segundo autora acima, os objectivos não são apenas linguísticos, pois o ensino da gramática visa ainda ao desenvolvimento de valores nos alunos, melhorando, não somente a sua autoconfiança linguística, também a tolerência cultural e linguística dos mesmos.

Ainda, contribuem no desenvolvimento das capacidades cognitivas, na medida em que este ensino deve, de igual modo, ser entendido como uma reflexão sobre a língua guiada pelo professor.

No entanto, urge reanalisarmos o ensino da língua, de modo a olharmos para os conceitos referentes ao estudo gramatical. Ademais, a língua de ser vista de uma maneira diferente, de maneira a sustentar o objectivo de aprimorar o desempenho do aluno, bem como desenvolver as suas valências nas modalidades orais, leitoras e escritas. Referências Bibliográficas DUARTE, I. (1997).

Ensinar Gramática: para quê e como? GOMES, E.N., SANTOS, D.L., e LIMA, F.R. (2019). O Ensino do Pleonasmo na Escola Básica: por uma abordagem reflexiva e interacionista no tratamento da figura de linguagem e do vício de linguagem em aulas de Língua Portuguesa.

Cadernos Cajuína. LAMAS, E. (1991). Problematizar o Ensino da Gramática. In AA.VV., Actas do 2.º Encontro nacional de Didácticas e Metodologias de ensino. Aveiro: Universidade de Aveiro. SCRIVENER, J. (2005). Learning Teaching.

Oxford: Macmillan Books for teachers. VILELA, Mário (1993). O Ensino da Gramática na Escola: que Saída e que Justificação?. Diacrítica. Professor Feliciano António de Castro (PROFAC).

 

Por: FELICIANO ANTÓNIO DE CASTRO

Jornal Opais

Jornal Opais

Recomendado Para Si

Carta do leitor: Puniv no ensino superior: diplomas sem profissão

por Jornal OPaís
26 de Janeiro, 2026
DR

Saudações, caro coordenador do jornal OPAÍS! Durante muito tempo, as escolas superiores em Angola dedicam anos a formar pessoas capazes...

Ler maisDetails

É de hoje… Será que o Kilamba ainda tem administrador?

por Dani Costa
26 de Janeiro, 2026

A primeira vez em que visitei o Kilamba foi numa visita de trabalho do malogrado Presidente José Eduardo dos Santos....

Ler maisDetails

Compromisso com os DH

por Jornal OPaís
26 de Janeiro, 2026

A promoção e o compromisso com os Direitos Humanos, que são garantias fundamentais para todas as pessoas, independentemente da raça,...

Ler maisDetails

Até onde pode ir a Inteligência Artificial nos processos jurídicos?

por Jornal OPaís
23 de Janeiro, 2026

Enquanto algoritmos já influenciam decisões jurídicas noutras latitudes, Angola caminha para a digitalização da Justiça sem um debate sério sobre...

Ler maisDetails
DR

MAPTSS reúne hoje com Ministério da Justiça e Sindicato dos Trabalhadores do sector

26 de Janeiro, 2026

Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto integra-se plenamente na rede aérea global Companhias aéreas de vários países concluem com sucesso processo de transferência

26 de Janeiro, 2026

Ministro reafirma compromisso de expansão do sistema de abastecimento de água potável

26 de Janeiro, 2026

Isenção do IRT para salários de até 150 mil kwanzas corrige distorção entre os salários nominais e o custo real da vida

26 de Janeiro, 2026
OPais-logo-empty-white

Para Sí

  • Medianova
  • Rádiomais
  • OPaís
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos

Radiomais Luanda

99.1 FM Emissão online

Radiomais Benguela

96.3 FM Emissão online

Radiomais Luanda

89.9 FM Emissão online

Direitos Reservados Socijornal© 2026

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.