EMPEMA-ENSA BANCO BAI STANDARD-BANK MEDIANOVA-FNC SOCIJORNAL
Qua, 15 Jul 2026
Jornal O País
Ouça Rádio+
  • Mundial 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPaís
  • Mundial 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPaís

A problemática das escolas e os revisores textuais

Jornal Opais por Jornal Opais
3 de Março, 2023
Em Opinião

De um tempo para cá, temos verificado, por meio de vários anúncios e comunicados de instituições de ensino, documentos que violam, de todas as formas, a norma escrita da língua portuguesa, esta que é oficial para o caso de Angola.

Poderão também interessar-lhe...

A santidade fabricada pelos juízes da rua

É de hoje… A vez de brilhar chegou

É de hoje… Verdades que o tempo não trava

Assim, para fugirmos da generalidade, queremos aqui deixar claro que esta mensagem é dirigida às escolas que negligenciam a língua escrita. Estas escolas, no nosso entender, deviam ler e pensar na melhoria dos seus ofícios informativos, uma vez que tem sido lastimável lê-los.

Erros de base são inadmissíveis em documentos que saem de instituições de ensino; e, se esta for de nível superior, pior ainda. Mas, afinal, por que se cometem tais erros?

Talvez somente as escolas que os cometem devessem responder.

As autoras Caime e Busse (2014) explicam que, em estado normal, todo o falante de uma determinada língua devia ter o domínio do seu funcionamento em contextos formais e informais, o que também é tido como competência comunicativa, até ao nono ano de escolaridade.

Outrossim, quando estes falantes tiverem em mente que a língua escrita é mais rígida e com regras próprias do que a oral, embora esta última seja anterior à primeira, saberão ou conseguirão diferenciar os contextos de uso.

Os gestores escolares e outras instituições deviam saber que a língua escrita, assim como dizem as autoras em epígrafe, carece de respeito, pois que ela se copula a normas que controlam aquilo que é adequado e inadequado.

É devido a este dado que as escolas privilegiam o ensino da norma-padrão da língua, aquela que tem o objectivo de desenvolver no falante a competência de bem falar e escrever.

A propósito, Pestana comentou, num dos seus posts nas redes sociais, o seguinte: “O ter o domínio da norma escrita, ou o escrever com um padrão normativo, catapulta o indivíduo a um domínio social acentuado e facilitado”.

Concordamos com o professor Pestana, até porque qualquer estabelecimento sério tende a ter as normas do bem escrever e comunicar como critérios para empregar os seus candidatos.

O que se disse acima provoca em nós, mais uma vez, indagações, tais como: por que as instituições ignoram a norma escrita? Outro aspecto que, nalgumas vezes, nos deixa triste é a indiferença de muitas escolas diante de críticas (construtivas) que podem ajudar no melhoramento ortográfico, sintáctico e semântico dos seus documentos.

Ou seja, fazem-se de surdos-mudos ante a essas situações, o que não é muito bom. Uma escola que forma especialistas em Língua Portuguesa ou que, no seu quadro de funcionários, tenha pessoas que dominem a gramática normativa no entanto, ignoram-nos como se de desconhecidos e inexistentes se tratasse , com estes comportamentos, só se demonstra e se comprova a informação segundo a qual o nosso ensino é débil e deficiente. Voltamos a perguntar: gestores escolares, por que ignoram os revisores textuais?

Em condições normais, as instituições escolares, tal como possuem advogados para defender a empresa em questões judiciais e psicólogos para tratar de problemas mentais, teriam também um profissional, um revisor textual, cujo serviço fosse apenas “policiar” os erros linguísticos visíveis nos comunicados, anúncios, nas circulares e noutros documentos tornados públicos pelas escolas.

Infelizmente, a resposta mais comum que recebemos quando nos manifestamos contra os erros acima mencionados é que “o mais importante é a comunicação”. Se for, de facto, desta maneira que se pensa, teria de se abolir o ensino da Língua Portuguesa nas escolas. Ou seja, as revistas, os jornais, as rádios e as televisões não deviam passar suas informações tendo a norma-padrão do português como base.

A ideia de que o que mais importa é a comunicação talvez tivesse crédito no contexto informal  mercados, praças, ruas, bairros, etc. mas não é sobre isso que estamos aqui a tratar.

É imperioso, deste modo, que haja coerência entre o que se ensina e o que se pratica.

As escolas não podem e nem devem cobrar elegância na escrita dos alunos quando elas mesmas cometem deselegância nos seus textos informativos, porque será paradoxal.

E, muitas vezes, elas tendem a afixar documentos nos quais atropelam as mesmas regras de escrita que, supostamente, ensinam na sala de aula.

A ideia é ajudar a melhorar, aliás, não se avança quando se negligenciam as regras gramaticais em textos escritos formalmente.

É lindo, prazeroso e dá orgulho ler um documento escrito com seriedade, compromisso e responsabilidade.

Se assim não for, as instituições escolares continuarão a desrespeitar a própria escola e seus associados, nomeadamente o pessoal administrativo, os professores, alunos e encarregados de educação, com os erros nos documentos que publicam.

Que estas sugestões sejam também aplicadas nas suas páginas oficiais, bem como na da direcção (geral e pedagógica) e das associações de estudantes.

 

Por: GABRIEL CHINANGA

Negócios Em Exame Negócios Em Exame Negócios Em Exame

Recomendado Para Si

A santidade fabricada pelos juízes da rua

por Jornal OPaís
15 de Julho, 2026

Num momento em que o debate actual se centra na realidade plural das socie dades, com destaque para a necessidade...

Ler maisDetails

É de hoje… A vez de brilhar chegou

por Dani Costa
15 de Julho, 2026

Três concursos públicos abriram quase em simultâneo. Na Saúde arrancou mais cedo. Depois seguiu-se a educação e o Ministério do...

Ler maisDetails

É de hoje… Verdades que o tempo não trava

por Dani Costa
14 de Julho, 2026

Ainda me recordo dos primeiros momentos em que se decidiu pela reabilitação do antigo Hospital Sanatório, hoje transformado em Complexo...

Ler maisDetails

É de hoje… Políticos milionários

por Dani Costa
13 de Julho, 2026

Acompanhei, há dias, numa rádio em Luanda, um debate em que um dos aspectos que dominou a conversa, entre os...

Ler maisDetails

A santidade fabricada pelos juízes da rua

15 de Julho, 2026

Último muro na Europa continental cai à meia-noite em Gibraltar

15 de Julho, 2026

ONU defende papel-chave do Tribunal Penal Internacional perante campanha dos EUA

15 de Julho, 2026

Congressistas democratas dos EUA descrevem Cuba como uma “Gaza silenciosa”

15 de Julho, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Mundial 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.