BFA AIMC BFA SB SB FIB BANCO BAI
Sex, 23 Out 2026
OPAÍS
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS

A origem do desinteresse das línguas locais de Angola

Jornal Opaispor Jornal Opais
9 de Maio, 2023
Em Opinião
0
Tempo de Leitura: 3 mins de leitura
A origem do desinteresse das línguas locais de Angola

Com a implementação do decreto número 77, do antigo governador da colónia portuguesa Norton de Matos, em Angola, enquanto província de Portugal, se proibia o uso das línguas locais, as línguas começaram a perder o seu poder, consequentemente, a sua actuação.

A assimilação passou a ser um processo que muitos negros angolanos, naquele tempo, queriam atingir sem preterir, porque ser assimilado é ou foi: “O acto de assemelhar por um processo de apropriação das tradições, sentimentos ou modos de vida alheios.

Em (A) Ngola, o assimilado é um produto de aculturação, conhecido dentro de um processo de agressão colonial para auxiliar o colono na sua governação”.

(Nkuma, 2021, p. 54). Isto é, ser assimilado é ser um indivíduo com hábitos de português, como esclarece Elizabeth como citado por Nkuma (2021, p. 55) “[…] domínio da língua portuguesa […].

O domínio da língua portuguesa era um ente indispensável, porque era sobrevalorizar a língua dos portugueses em detrimento das línguas locais de Angola.

Falar português passou a ser fundamental e ter posição de prestígio, falar à semelhança dos portugueses era um dos grandes objectivos daqueles homens angolanos, daí, aos poucos, as línguas regionais começaram a perder os interesses de se falar, quem falasse as línguas regionais eram indivíduos vistos como atrasados, que estivessem envolto em línguas que não fossem utilizadas.

Como os indivíduos queriam integrar-se aos e com os portugueses, as línguas locais não tiveram abertura na política linguística colonial, sendo assim, as línguas locais tornaram-se desinteressantes para os angolanos assimilados.

Se “a língua é um instrumento de que fazemos uso para se nos comunicar” (Dias & Gomes, 2008, p. 53), se não serem usadas com fim comunicativo, para que seriam usadas as línguas locais de Angola?

Assim sendo, o número de falantes começou a minimizar, as gerações mais novas com pouca frequência ouviam os seus pais a falarem as línguas regionais, senão em suas casas.

A aprendizagem é motivadora quando há aplicação, as pessoas sentiam-se inibidas de falar, é que Goodman (1990) como citado por Azevedo (2010, p. 16) diz: [embora o autor cite doze pontos, prefere-se citar apenas quatro pontos, dado o tema da abordagem], o que faz com que a língua seja difícil de aprender é quando: (i) é irrelevante; (ii) não tem utilidade social; (iii) não serve para nada e (iv) a [pessoa] não tem poder de a utilizar.

Ademais, o autor acima prefere trazer o termo difícil, como não é confortável nem é uma expressão ideal do ponto de vista linguístico, porque se entende que não há razões, princípios fundamentados para se considerar uma língua difícil ou fácil, como enfatiza Possenti (2000) “todas as línguas são estruturas de igual complexidade.

Isto significa que não há línguas simples e línguas complexas, primitivas e desenvolvidas.

O que há são línguas diferentes (p. 18).” Por isso, preferese tratar por línguas interessantes e desinteressantes, porque tudo dependendo de algumas razões que as podem tornar interessantes ou desinteressantes.

Por exemplo, para o caso específico de Angola, as línguas locais passaram a ser desinteressantes, tal como autor acima, porque: (i) Tornaram-se irrelevantes — muitas pessoas até hoje não veem relevância em aprender as línguas de Angola; (ii) Não tiveram ou têm utilidade social — aprender as línguas locais de Angola para usar onde? Com quem? Quando? Não houve utilidade social para se usar as línguas de Angola, o imperialismo linguístico acabava de manchar as línguas locais, o preconceito, a percepção como línguas feias, etc.; (iii) O que serve para nada — pelo que, na véspera, com a proibição, os portugueses fizeram com que as línguas locais não servissem para nada mesmo; (iv) A pessoa não tem poder de utilizar — proibidas de se usar, as pessoas não tinham o poder de as utilizar. Aprender por quê?

Foi assim que as línguas Angolanas deixaram de ter interesse, porque a ideia segundo a qual os angolanos não poderiam utilizar as línguas regionais, as línguas regionais passaram a ser desinteressantes.

Porque, se tivessem impacto social, serviriam para alguma coisa, o cidadão tem o poder para a utilizar, as pessoas teriam interesse nas línguas.

Se a origem dos desinteresses das línguas locais foi a imposição colonial, hoje, qual é o estado das línguas de Angola? De pouco prestígio e desinteressante!

 

Por: ADILSON FERNANDO JOÃO

Relacionados - Publicações

A linguagem universal do futebol

Duas finais consecutivas, um sonho por cumprir

23 de Outubro, 2026
A Competência não basta

Técnicos vs. gestores

23 de Outubro, 2026
Antes de apontarmos o dedo, olhemos para nós

Antes de apontarmos o dedo, olhemos para nós

23 de Outubro, 2026
Clima e preço do prato: como a seca e as chuvas ditam a inflação alimentar?

Renda, luz, água: como negociar contas e evitar cortes

23 de Outubro, 2026
A inexistência da obrigatoriedade na produção textual como estratégia para o aprimoramento da escrita e prática das normas gramaticais

A inexistência da obrigatoriedade na produção textual como estratégia para o aprimoramento da escrita e prática das normas gramaticais

23 de Outubro, 2026
A juventude tem voz. Mas tem poder de decisão?

A juventude tem voz. Mas tem poder de decisão?

23 de Outubro, 2026
Carregar Mais

Maís Populares

  • GPL disponibiliza resultados definitivos do concurso público do regime geral e especial

    GPL disponibiliza resultados definitivos do concurso público do regime geral e especial

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • FIFA sanciona Federação Angolana de Futebol por incumprimento de decisão disciplinar sobre o 1.º de Agosto

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Luanda acolhe formação sobre normatização electrotécnica

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • GPL disponibiliza resultados da validação das candidaturas aos concursos públicos

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Ucrânia acusa Rússia de atacar instalações energéticas no Norte do país

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
Siga OPAÍS no WhatsApp

Relacionados - Publicações

A linguagem universal do futebol

Duas finais consecutivas, um sonho por cumprir

por Jornal OPaís
23 de Outubro, 2026

...

A Competência não basta

Técnicos vs. gestores

por Jornal OPaís
23 de Outubro, 2026

...

Antes de apontarmos o dedo, olhemos para nós

Antes de apontarmos o dedo, olhemos para nós

por Jornal OPaís
23 de Outubro, 2026

...

Clima e preço do prato: como a seca e as chuvas ditam a inflação alimentar?

Renda, luz, água: como negociar contas e evitar cortes

por Jornal OPaís
23 de Outubro, 2026

...

A inexistência da obrigatoriedade na produção textual como estratégia para o aprimoramento da escrita e prática das normas gramaticais

A inexistência da obrigatoriedade na produção textual como estratégia para o aprimoramento da escrita e prática das normas gramaticais

por Jornal OPaís
23 de Outubro, 2026

...

A juventude tem voz. Mas tem poder de decisão?

A juventude tem voz. Mas tem poder de decisão?

por Jornal OPaís
23 de Outubro, 2026

...

Carregar Mais
Artigo Seguinte
Exposição colectiva “UNTITLED 3 – O Vendedor de Passados” uma reflexão em torno tempo

Exposição colectiva “UNTITLED 3 - O Vendedor de Passados” uma reflexão em torno tempo

Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Bem-vindo de Volta!

Entre para a sua conta abaixo

Esqueceu a Palavra-passe?

Recuperar palavra-passe

Por favor, insira o seu nome de utilizador ou endereço de correio-electrónico para reposição da sua palavra-passe.

Entrar
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM