EMPEMA-ENSA BANCO BAI MINEA SOCIJORNAL SOCIJORNAL
OPaís
Ouça Rádio+
Ter, 19 Mai 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

A luta cruel pela permanência no Girabola

Jornal OPaís por Jornal OPaís
15 de Maio, 2026
Em Opinião

Numa altura da temporada em que o título já foi atribuído, com o Petro a conquistar o Penta campeonato, há clubes a jogar contra o medo, contra o tempo e, muitas vezes, contra os próprios fantasmas. A recta final do Girabola deixou de ser uma simples sequência de jornadas, tornou-se um corredor estreito, escuro e sufocante, onde cada equipa carrega o peso de uma época inteira nos ombros.

Poderão também interessar-lhe...

Transição do ensino médio para o mundo universitário: expectativas e desafios

O impacto da responsabilidade social na construção da reputação organizacional

Desapareceu… ou a nossa mente acreditou que desapareceu?

O Guelson de Luanda e o Redonda do Bengo já tombaram, foram os primeiros a sucumbir ao desgaste de um campeonato longo, duro e impiedoso. Restam agora sete sobreviventes pendurados numa corda bamba, olhando para o abismo da despromoção com o coração apertado.

No fundo, é precisamente aqui que o futebol mostra a sua face mais humana. Porque a luta pela permanência não se joga apenas dentro das quatro linhas, ela invade balneários, consome dirigentes, rouba sono aos treinadores e transforma adeptos em reféns da ansiedade. Não há romantismo na luta pela sobrevivência, há medo, contas e desespero.

Há homens a olharem para o futuro sem saberem se, dentro de semanas, continuarão a ter um emprego. O Desportivo da Lunda-Sul, o Sagrada Esperança, o Luanda City, o 1.º de Maio, a Académica do Lobito, o São Salvador e o Recreativo do Libolo chegam ao fim da prova com o mesmo sentimento: a amarga consciência de que poderiam ter evitado este sofrimento se tivessem sido mais organizados, mais consistentes e mais competitivos ao longo da época.

O futebol angolano continua, infelizmente, a carregar problemas estruturais antigos. Muitos clubes sobrevivem mais da paixão dos seus adeptos do que de verdadeiros projectos desportivos sustentáveis.

Há equipas sem estabilidade financeira, sem capacidade logística, sem profundidade nos plantéis e, em muitos casos, sem uma visão clara do que pretendem construir. O resultado aparece inevitavelmente na tabela classificativa. E talvez nenhum caso simbolize melhor esta crise do que o do Sagrada Esperança. Ver um clube habituado às competições africanas e aos discursos ambiciosos mergulhado na luta pela permanência é um choque para qualquer observador do nosso futebol.

O Sagrada tornou-se o retrato per feito de uma verdade incómoda: a história já não ganha jogos, o passado não marca golos, a tradição não salva equipas desorganizadas. O futebol moderno tornou-se cruel com quem vive apenas do nome, exige intensidade, planeamento, qualidade táctica, liderança e capacidade de adaptação.

E o Sagrada Esperança, durante largos momentos desta época, pareceu perdido entre aquilo que foi e aquilo que já não consegue ser. Também o 1.º de Maio e a Académica do Lobito representam uma nostalgia dolorosa do futebol angolano, sendo emblemas históricos, carregados de memória, tradição e respeito popular.

Mas o futebol não respeita currículos, não oferece pontos por serviços prestados, o peso da camisola já não resolve jogos quando faltam organização, investimento e modernização. Entretanto, equipas como o Luanda City, o São Salvador e o Desportivo da Lunda-Sul vivem outro tipo de drama: o desgaste psicológico de quem passou praticamente toda a época a conviver com o perigo.

Nessas circunstâncias, o futebol deixa de ser racional, um passe falhado pesa mais, um golo sofrido destrói emocionalmente uma equipa inteira, em que o me do de errar paralisa jogadores e transforma cada minuto numa eternidade. É nesta altura que se percebe que a permanência não depende apenas da qualidade técnica, depende sobretudo da personalidade.

Há equipas que sabem sofrer, jogadores que crescem diante da pressão e há outros que simplesmente desaparecem. E ainda restam nove pontos. Nove pontos que podem salvar épocas desastrosas ou confirmar tragédias anunciadas.

Nesta fase do campeonato, já não existem favoritos absolutos, existe apenas sobrevivência, onde cada jornada se transforma numa batalha emocional, com o talento mui tas vezes a ceder lugar ao nervosismo. No fundo, o Girabola vive hoje o seu momento mais verdadeiro.

Porque os campeões celebram-se durante alguns dias, mas os dramas da despromoção ficam marcados durante anos. Um clube que desce perde receitas, perde jogadores, perde influência e, muitas vezes, perde até a própria estabilidade institucional. É por isso que esta recta final transcende a simples matemática da classificação.

O que está em causa não são apenas os pontos em disputa, são empregos, sonhos, reputações e o orgulho de algumas cidades deste nosso belo país.

Por: Luís Caetano

Negócios Em Exame Negócios Em Exame Negócios Em Exame

Recomendado Para Si

Transição do ensino médio para o mundo universitário: expectativas e desafios

por Jornal OPaís
19 de Maio, 2026

Nenhum processo de transição parece ser, de início, motivo de alegria, mas de dor; a passagem do ensino médio para...

Ler maisDetails

O impacto da responsabilidade social na construção da reputação organizacional

por Jornal OPaís
19 de Maio, 2026

Actualmente, vivemos numa sociedade profundamente marca da pela presença das redes sociais e pela digitalização das relações humanas, o que...

Ler maisDetails

Desapareceu… ou a nossa mente acreditou que desapareceu?

por Jornal OPaís
19 de Maio, 2026

Nos últimos dias, um dos assuntos que mais tem movimentado conversas, grupos de WhatsApp, paragens, mercados e redes sociais é...

Ler maisDetails

O professor que sabe escrever: quando a escrita ensina antes da voz

por Jornal OPaís
19 de Maio, 2026

A escrita é o espelho de um professor. Quando falo de escrita, refiro-me a dois aspectos fundamentais: a grafia e...

Ler maisDetails

Radiomais em 4 Vozes: Novos Podcasts

Dubai Investments Park Angola encaixa mais de 70 milhões de dólares com venda de 20 lotes da futura “cidade económica”

19 de Maio, 2026

‎Cabinda regista dois casos positivos de varíola dos macacos

19 de Maio, 2026

Angola destaca inovação no Sistema Nacional de Saúde em Genebra

19 de Maio, 2026

Estado arrecada cerca de USD 100 milhões de contribuição da Sociedade Mineira do Luele em 2025‎

19 de Maio, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.