OPaís
Ouça Rádio+
Qua, 25 Fev 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

A importância da literatura angolana como meio de revitalização cultural

Jornal Opais por Jornal Opais
23 de Maio, 2023
Em Opinião

A literatura, enquanto arte manifestada pela palavra, permitindo a composição e exposição de textos, constitui umas das grandes produções artísticas do homem desde os primórdios, ao lado da música, da dança, do teatro, etc.

Poderão também interessar-lhe...

PSIMINI: transformar a música em ferramenta de saúde mental

O impacto da consciência fonológica em línguas bantu no desenvolvimento da literacia em Português no ensino primário angolano (II)

CARTA DO LEITOR: Asfalto e desenvolvimento

Com base a isto, abrimos aqui uma particularização para discorrer sobre <<a relevância da literatura angolana como meio de revitalização cultural>>.

A literatura angolana vem antes do período da independência nacional.

• Ela, a literatura angolana, adveio como projecto ficcional para enaltecer o homem africano-angolano que, por muitos anos foi banido da história.

A verdade é que a literatura angolana, em muito contribuiu para o processo de descolonização de Angola, produzida nas mais variadas tipologias literárias, poesia, poema, conto, fábulas, lendas, romances, etc.

A literatura angolana ascendeu, antes de 1975, como forma de recuperar a nossa história, consciencializar o nosso povo, apregoar a esperança de vitória certa embasada numa luta contínua, sobretudo, como meio de resgate dos valores culturais, éticos e espirituais do pacato angolano, por isso, movido pelo sentimento de esperança e liberdade.

Agostinho Neto escreveu HAVEMOS DE VOLTAR, em 1960 enquanto esteve na Cadeia de Aljube, Lisboa, António Jacinto escreveu Cartas de Um Contratado e Monangamba, nestes poemas, mormente o último, António Jacinto encarnado na pele de sujeito poético relata o queixume, o clamor de um monangamba angolano, vítima da opressão colonial (monangamba, do kimbundu: escravo, carregador, um pobre trabalhador).

• A literatura angolana tem um papel assaz importante, apesar de, no país, haver um grande destratamento dela, ela é desvalorizada por varias estruturas, sobretudo pela estrutura política e pela maioria dos populares, assim há quem pergunte: para quê ler um livro de literatura angolana?

Qual é a sua importância?

Por que não ler um livro com um teor mais objectivo e literal do que ler ficcionalidade!?

A resposta é, a literatura não é só ficção, inventividade ou imaginação (utópica) como muito se diz.

A literatura é o conjunto de produções textuais que serve para o resgate da nossa identidade, espiritualidade, crença, lendas.

Toda forma de literatura, objectiva ou subjectivamente serve para enaltecer onde ela é produzida, assim, Paulina Chiziane, Mia Couto, Ungulani Khosa e companhias são um dos nomes mais sonantes da Literatura Moçambicana, que em muito contribuem para o enaltecimento cultural do país do Índico.

• A literatura angolana é muito importante porque dá voz e elevação às estórias que fazem parte da vida de um povo, por exemplo, no livro “A Morte do Velho Kipacaça” Boaventura Cardoso apresenta um conto tradicional ficcional ou não que retrata a vida, a tradição, os hábitos de vários povos de Angola, mormente ambundu (kimbundu) e bakongo, de igual forma, Jofre Rocha em “Estórias do Musseque” aborda vários mitos vigentes nos musseques de Angola, um deles, a estória da Avô Palassa que reflecte a vida das mamas kitandeiras nos mercados informais de Luanda; Pepetela em “Mayombe” retrata a luta engajada dos guerrilheiros na região de Cabinda, o cômputo da trajectória de lutar contra o Tuga, similarmente, realça muito sobre os hábitos e costumes do povo cabindense, os da região do Lombe, Belize, etc.

Óscar Ribas, um dos maiores literatos e folcloristas angolano, em seu livro “Uanga”, o autor discorre sobre um das práticas culturais do homem negro, o <<feitiço>>, apresentada sob a análise da sociedade angolana dos finais do século XX, Óscar Ribas apresenta os nossos folclores, a superstição do nosso povo, as lendas, as fábulas e a gastronomia angolana, um destaque assazmente magistral.

• Dessarte, a Literatura Angolana é uma via sem igual para a restauração dos nossos hábitos e costumes, revitaliza e esparge as nossas línguas, a nossa gastronomia, as diferentes formas de relacionamento dos angolanos, ela é usada como meio prestativo para crítica e análise social, manifestação contra um poder político detrator, forma de entretenimento, drama e humor (como no caso do livro <<Quem Me Dera Ser Onda>> de Manuel Rui Monteiro).

• Urge-se se ensinar a literatura com mais veemência nas escolas, é tarefa do professor de Língua Portuguesa ou de Literatura, rádio, jornais e outros meios, incitar o “gosto” pela literatura aos alunos e/ou para as diferentes franjas sociais, assim teremos passos dados para melhor conhecimento e prática da nossa identidade sociocultura, enquanto cidadãos angolanos, um povo sem literatura é também um povo sem expressão.

 

Jornal Opais

Jornal Opais

Recomendado Para Si

PSIMINI: transformar a música em ferramenta de saúde mental

por Jornal OPaís
25 de Fevereiro, 2026

Num País onde ainda persistem estigmas em torno da Psicologia, surge uma proposta inovadora e profundamente enraizada na cultura angolana:...

Ler maisDetails

O impacto da consciência fonológica em línguas bantu no desenvolvimento da literacia em Português no ensino primário angolano (II)

por Jornal OPaís
25 de Fevereiro, 2026

A consciência fonológica desenvolvida na língua materna pode constituir uma base cognitiva sólida para a aprendizagem da leitura numa segunda...

Ler maisDetails

CARTA DO LEITOR: Asfalto e desenvolvimento

por Jornal OPaís
25 de Fevereiro, 2026

À coordenação do jornal O PAÍS, saudações e óptima Quarta-feira! O município de Viana e arredores em Luanda, no âmbito...

Ler maisDetails

É de hoje… Dinheiro para as escolas

por Dani Costa
25 de Fevereiro, 2026

Os resultados do último censo indicam que somos mais de 36 milhões de angolanos. É sabido igualmente que, deste número,...

Ler maisDetails

Governo de Benguela assegura que ‘ninguém ficará na rua’ apesar das demolições ao longo da via-rápida Lobito– Catumbela

25 de Fevereiro, 2026

PSIMINI: transformar a música em ferramenta de saúde mental

25 de Fevereiro, 2026

Filipe Nzanza afina máquina para visita ao Desportivo da Lunda-Sul

25 de Fevereiro, 2026

Pupilos de Flávio Amado trabalham focados no jogo diante do Sagrada Esperança

25 de Fevereiro, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • O País
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.