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A expulsão como recurso de indisciplina na escola actual: um atentado ao bem social

Jornal Opais por Jornal Opais
28 de Maio, 2024
Em Opinião

A ideia equivocada e limitada de que a escola é um local de partilha e aquisição de conhecimento, é impiedoso nos treinos sobre a reflexão da escola actual. É grave que a maioria dos problemas, para não ter que falar todos, que temos enfretados no decorrer da nossa profissão quer seja dentro como fora do instituto escolar, carece de intervenção escolar.

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Muitos defendem que a expulsão de um indivíduo numa determinada instituição escolar por desvios comportamentais é entre tanto, uma decisão plausível, sendo que a imagem da “escola” é descredibilizada, esquecendo que sem a escola não há uma cidadania sustentável, que é uma das funções da escola actual.

A escola actual, enfrenta um mal secular de que todos nós conhecemos, querendo culpabilizalá de ser tão permissiva em comparação com a do passado, baseando-se na rigorosidade e qualidade, essa mesma escola que não refletia na cidadania, referindo-me assim nas religiosas. Este também deve ser um assunto que deve ser refletida num fórum próprio.

Mas, qual é o papel da escola actual face ao problema secular? Um indivíduo não social, que não conhece e nem obedece às determinadas regras que são impostas numa sociedade e nem esteja pronto para os desafios da vida, este por sua vez, a escola não conseguiu desempenhar a sua função, sem esquecer dos valores culturais.

Então, se a escola fracassou em desempenhar as suas funções, dá-lhe o direito a expulsão imediata do indivíduo por conta do não cumprimento de suas funções (escola)? ou tinha de ser o motivo de reflexão em torno do dilema? É ali, onde estamos a cair com a música “ótimo”, todos querem dançar mesmo sem a coluna tocar.

A expulsão como recurso de indisciplina é tão maquiavélica, que mostra o quanto não somos capazes de resolver o problema secular de educação.

Temos problemas em gestão de conflitos educacionais, não estamos preparados para com a indiferença, mas queremos apoiar decisões incertas, baseando-se em provas erradas, como, antecedentes comportamentais do indivíduo bem como a romantização da educação na escola actual, esquecendo-se que a indisciplina ou mesmo comportamentos desviadores revela algo sobre as relações institucionais-escolares nos dias de hoje.

Já não se pode pautar a escola apenas como uma estrutura, composta de bancos, mesas e quadros, e muito menos num lugar de recepção de conhecimentos, se ainda temos este conceito é por isso tomamos decisões sem esperança.

O aluno quando aprende e aplica os conhecimentos na vida real, o mérito é dado ao professor, por que ele ensinou, mas quando é o contrário, queremos faze-los de vitimas da situação.

A escola não seria um lugar de exclusão, se assim for não estaremos prontos para falar de cidadania. É preciso refletir urgentemente sobre o papel da escola actual para termos uma sociedade guiada de maneira que muitos esperam bruscamente, a de se respeitar o processo, a educação é um bem social, e a escola não é uma empresa.

 

Por: CAPELA JOÃO NDUNGIDI

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