EMPEMA-ENSA BANCO BAI MINEA SOCIJORNAL SOCIJORNAL
OPaís
Ouça Rádio+
Qua, 20 Mai 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Precariedade dos serviços, escassez de gavetas e esquemas de valores “asfixiam” morgues em Luanda

Domingos Bento por Domingos Bento
1 de Setembro, 2023
Em Manchete

A precariedade dos serviços, a escassez de gaveta e esquemas de valores monetários cobrados, sobretudo para as mortes extra- hospitalares, asfixiam as poucas morgues espalhadas em Luanda, muitas delas sem o mínimo de condições para dar tratamento ao processo de conservação dos corpos

Poderão também interessar-lhe...

João Lourenço constata execução das obras do Palácio da Cultura

AGT frustra tentativa de contrabando de motores em Viana

‎Angola defende implementação da Nova Agenda Urbana no Fórum Mundial do sector

É uma corrida frustrante para muitos familiares a luta por uma vaga nas morgues de Luanda, quando a “infelicidade” bate a porta na hora conservar os corpos dos seus entequeridos. A precariedade dos serviços, a escassez de gaveta e esquemas de valores monetários cobrados, sobretudo para as mortes extra- hospitalares, asfixiam as poucas morgues espalhadas em Luanda, muitas delas sem o mínimo de condições para dar tratamento ao processo de conservação dos corpos que lá vão parar.

Como constatou a reportagem do OPAIS, a realidade não é nova, mas persiste, sob olhar das autoridades, apesar de o Governo Provincial de Luanda ter aposta- do, nos últimos tempos, na reabilitação, apetrechamento, melhoramento e extensão das morgues. Apesar destes investimentos, os esquemas continuam a marcar o dia-a-dia nestas unidades, o que retira a paciência dos familiares enlutados e que lutam pela “boa conservação” dos corpos dos seus entequeridos.

A situação torna-se mais com- plicada quando a pessoa morre fora do hospital em que estão agregadas as morgues. Para os cidadãos que morrem nessas condições, como em casa, na via pública ou nas estradas, os seus familiares encontram muitas dificuldades e burocracia para conseguirem algum espaço, o que faz com muitos são “chegados” aos bolsos pelos funcionários destas morgues. A Morgue Central, a do Américo Boa-vida, Kapalanga, Ccuco e dos Cajueiros constam da lista de maior reclamação dos cidadãos que são forçados a recorrerem aos serviços prestados nestas unidades.

Muitos chegam a desembolsar valores que rondam entre os 10 e os 40 mil Kwanzas para verem o corpo dos seus parentes conservados. E, para quem não tem dinheiro, acaba por ver os restos mortais dos seus parentes em situações desumanas, ‘acantonados’ no chão ou misturados com outros corpos. “Tive uma neta que morreu no táxi enquanto a levávamos ao hospital. E quando chegamos, nos Cajueiros, não aceitavam colocar o corpo na morgue. Tive de pagar 20 mil kwanzas só para ter a menina na gaveta. Mas, ainda assim, antes de pagar, passamos por uma humilhação que não desejo a ninguém, nem mesmo ao meu pior inimigo”, desabafou António Moreira.

Distância chocante

Outra situação que retira a paciência dos cidadãos prende-se com a distância das morgues, que não acompanhou o crescimento populacional e dos bairros que diariamente nascem em Luanda. As morgues dos hospitais municipais, construídos, na sua maioria, em 2012, nomeadamente do Cazenga, Ka- palanga, Cacuaco e Sambizanga, não respondem à procura, o que faz com que os familiares vagueiem de um lado para outro, cima a baixo, com os corpos dos seus entequeridos para conseguir espaços. Em muitas situações, os corpos são transportados em situações precárias, estatelados em carrinhas abertas, motorizadas de três rodas (vulgo Avô veio) e em outras condições difíceis, representando, assim, um desrespeito à memoria do falecido e atentando à saúde púbica.

Negócios Em Exame Negócios Em Exame Negócios Em Exame

Recomendado Para Si

João Lourenço constata execução das obras do Palácio da Cultura

por Jornal Opais
18 de Maio, 2026

O Presidente da República, João Lourenço, deixou hoje, mais uma vez, o seu gabinete para constatar, no terreno, o grau...

Ler maisDetails

AGT frustra tentativa de contrabando de motores em Viana

por Jose Zangui
17 de Maio, 2026

A Administração Geral Tributária (AGT) frustrou, no período de 8 a 13 de Maio, em Luanda, uma tentativa de contrabando...

Ler maisDetails

‎Angola defende implementação da Nova Agenda Urbana no Fórum Mundial do sector

por Jornal Opais
17 de Maio, 2026

‎‎O ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, Carlos Alberto dos Santos, defendeu hoje, em Baku, capital do Azerbaijão, a...

Ler maisDetails

Tentativa de roubo de motorizada termina em morte em Cacuaco

por Onesimo Lufuankenda
17 de Maio, 2026

Uma tentativa de roubo qualificado de uma motorizada terminou com um suspeito morto e outro detido, no bairro Nova Urbanização,...

Ler maisDetails

Radiomais em 4 Vozes: Novos Podcasts

Programa Kwenda beneficia mais de um milhão de famílias na Lunda-Sul

19 de Maio, 2026

Governo Provincial da Huíla busca soluções para os problemas do Kuvango

19 de Maio, 2026

Angola anuncia criação de fábrica de mosquiteiros no âmbito do combate à malária

19 de Maio, 2026

‎Secretário-geral da UEA considera Huambo com condições favoráveis para ter uma representação

19 de Maio, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.