EMPEMA-ENSA BANCO BAI MINEA SOCIJORNAL SOCIJORNAL
OPaís
Ouça Rádio+
Ter, 19 Mai 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Dez dias de um Sambizanga sem o som do apito nas ruas

Jaime Tabo por Jaime Tabo
15 de Dezembro, 2023
Em Manchete

Populares descreveram os primeiros dez dias depois do anúncio da extinção da Turma do Apito, no distrito urbano do Sambizanga, pela Polícia Nacional de Angola (PNA), na passada Segunda-feira, 4 de Dezembro. Os episódios são de assaltos às pessoas na via pública, cantinas e residências

Poderão também interessar-lhe...

João Lourenço constata execução das obras do Palácio da Cultura

AGT frustra tentativa de contrabando de motores em Viana

‎Angola defende implementação da Nova Agenda Urbana no Fórum Mundial do sector

Faltaram apenas choros entre os residentes daquele distrito. Abatidos e tristes, os rostos das testemunhas da segurança alcançada com a vigência da ora extinta Turma do Apito, naquela parte do município de Luanda, espelham alguma nostalgia.

O sentimento fica mais expresso quando se ouvem desabafos de novas vítimas de criminosos. A leitura da expressão facial não está errada, pois os próprios entrevistados revelam o sentimento que carregam no íntimo: “estamos tristes e com sensação de saudade do trabalho da Turma do Apito”, disseram, justificando com o ressurgimento de histórias de assaltos e de lutas entre gangues, no bairro.

Os moradores acreditam que os feitos do soar do apito eram verdadeiros actos milagrosos. Ao som do instrumento de sopro, marginais foram capturados, bens recuperados e os implicados responsabilizados.

A criminalidade reduziu consideravelmente, no Sambizanga, facto que consideraram um milagre.

Porém, para lá começam a ficar os melhores dias em termos de segurança naquele distrito.

A causa é a extinção da Turma do Apito, segundo o munícipe José Rodrigues, residente há 19 anos, que se diz testemunha de novos assaltos na conhecida zona da Mulembeira.

Os crimes controlados pelos homens do apito estão a ressurgir sem, no entanto, a Polícia mostrarse com capacidade para dar resposta, uma vez que, acrescentou, esta garante a segurança até perto das 21 horas, deixando a população vulnerável ante os marginais que deram inicio às suas práticas delituosas.

“Nós estamos preocupados. Não sabemos o que será do nosso bairro daqui para frente.

Desde a extinção da Turma do Apito, já se está a ouvir de roubos e lutas de jovens, no bairro.

A Turma do Apito já não pode resolver, porque está afastada”, avançou. Deixou a casa às primeiras horas do dia para realizar exercícios físicos.

Mas, ao meio do seu percurso, deparou-se com imagens que já estavam fuscas na sua memória: “encontrei uma cantina arrombada às 5 horas, ali atrás, no Pereira”, começou a descrever os contornos difíceis do fim da Turma do Apito. Seu nome é Roque Alberto.

O cidadão que vive há 47 anos, no Sambizanga, contou que o estabelecimento comercial foi assaltado.

Levaram do espaço litros de óleo alimentar e outras mercadorias que preenchiam as prateleiras. “Assaltaram na normalidade.

A cantina ficou muito tempo e nunca foi assaltada”, lamentou o morador, referindo que existem novos casos de roubos e furtos no Mercado da Pombinha.

Mulheres têmem novos casos de violência doméstica

A criação da Turma do Apito teve implicações na redução significativa de casos de violência doméstica.

O facto deveu-se à intervenção da organização em situações nas quais mulheres eram espancadas pelos maridos, aplicando determinados castigos que não permitiam os cidadãos a tornarem-se reincidentes.

“Quando um homem bate a sua mulher e esta vai dar queixa, têm a tendência de bater o homem. Isso está certo, porque no Sambizanga tem homens que batem violentamente as suas mulheres. A Turma do Apito diminuiu muito a violência doméstica.

Agora, se a Turma do Apito acabar, os homens vão vingar-se de nós”, disse Antonica Fernando Eugénia Miguel vive há 46 anos no Sambizanga.

É das muitas mulheres que não aceitam o fim da Turma do Apito, por considerar importante a actividade que esta realizava, na garantia da segurança das populações.

Para a munícipe, a extinção do grupo está a provocar o aparecimento de marginais e a realização de roubos de roupas, inclusive, no estendal.

“Estão a roubar as banheiras para irem pesar, pratos no quintal. Até a roupa que está no fio, mesmo se não tiver seca, estão a levar.

Negócios Em Exame Negócios Em Exame Negócios Em Exame

Recomendado Para Si

João Lourenço constata execução das obras do Palácio da Cultura

por Jornal Opais
18 de Maio, 2026

O Presidente da República, João Lourenço, deixou hoje, mais uma vez, o seu gabinete para constatar, no terreno, o grau...

Ler maisDetails

AGT frustra tentativa de contrabando de motores em Viana

por Jose Zangui
17 de Maio, 2026

A Administração Geral Tributária (AGT) frustrou, no período de 8 a 13 de Maio, em Luanda, uma tentativa de contrabando...

Ler maisDetails

‎Angola defende implementação da Nova Agenda Urbana no Fórum Mundial do sector

por Jornal Opais
17 de Maio, 2026

‎‎O ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, Carlos Alberto dos Santos, defendeu hoje, em Baku, capital do Azerbaijão, a...

Ler maisDetails

Tentativa de roubo de motorizada termina em morte em Cacuaco

por Onesimo Lufuankenda
17 de Maio, 2026

Uma tentativa de roubo qualificado de uma motorizada terminou com um suspeito morto e outro detido, no bairro Nova Urbanização,...

Ler maisDetails

Radiomais em 4 Vozes: Novos Podcasts

Programa Kwenda beneficia mais de um milhão de famílias na Lunda-Sul

19 de Maio, 2026

Governo Provincial da Huíla busca soluções para os problemas do Kuvango

19 de Maio, 2026

Angola anuncia criação de fábrica de mosquiteiros no âmbito do combate à malária

19 de Maio, 2026

‎Secretário-geral da UEA considera Huambo com condições favoráveis para ter uma representação

19 de Maio, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.