A instituição rejeita a associação automática entre o trabalhador detido por alegada posse ilegal de diamantes e o PCA, Celso Rodrigues de Lemos Rosas, defendendo que eventuais responsabilidades sejam apuradas nos termos da lei.
A Empresa Portuária do Lobito, E.P., esclareceu, em comunicado, que o funcionário da instituição detido pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC), por alegada posse ilegal de diamantes, não deve ser associado automaticamente ao presidente do Conselho de Administração (PCA), Celso Rodrigues de Lemos Rosas.
O esclarecimento surge na sequência de uma publicação da TV Nzinga, intitulada «País do Rei Juliano: Motorista do PCA do Porto do Lobito detido por posse ilegal de diamantes», que dá conta da alegada detenção do trabalhador e estabelece uma ligação directa entre o cidadão e o responsável máximo da instituição.
No comunicado, a Empresa Portuária do Lobito confirma que o cidadão em causa é seu funcionário e que presta apoio ao PCA no exercício das suas funções. Contudo, sublinha que essa relação profissional não deve servir para estabelecer responsabilidades pessoais ou institucionais relativamente a actos que, a confirmarem-se, pertencem à esfera individual do trabalhador.
A instituição considera fundamental que a divulgação de informações desta natureza seja pautada pelo rigor, pela objectividade e pela responsabilidade, de modo a evitar interpretações que possam induzir a opinião pública em erro, afectar injustificadamente a reputação dos visados ou atribuir à empresa responsabilidades que não estejam demonstradas ou comprovadas.
A empresa acrescenta que uma eventual conduta individual de um trabalhador não pode ser automaticamente imputada ao seu superior hierárquico, nem utilizada para desacreditar a gestão ou a instituição a que pertence. Defende, por isso, que a responsabilização deve decorrer dos factos apurados e da lei, e não de relações profissionais retiradas do seu contexto.
Sem pretender substituir-se às autoridades competentes ou antecipar conclusões sobre o caso, a Empresa Portuária do Lobito defende que os factos sejam devidamente apurados e que qualquer responsabilidade seja determinada nos termos legais, com respeito pelo princípio da presunção de inocência.
A instituição reafirma, por outro lado, o seu compromisso com a legalidade, a transparência, a ética e a responsabilidade na gestão pública, considerando indispensável que o tratamento de matérias com impacto na reputação de pessoas e organizações respeite os princípios do contraditório, da verificação dos factos e da informação responsável.
Por fim, a Empresa Portuária do Lobito garante que continuará focada no cumprimento da sua missão estratégica ao serviço da economia nacional, rejeitando associações indevidas de responsabilidades individuais que possam comprometer a confiança pública na instituição ou desvirtuar o trabalho desenvolvido em prol do desenvolvimento do Corredor do Lobito.








