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Porto de Cabinda factura em média 500 milhões de kwanzas por mês em 2024

Jornal Opaispor Jornal Opais
16 de Janeiro, 2025
Em Economia
Porto de Cabinda factura em média 500 milhões de kwanzas por mês em 2024

O Porto de Cabinda registou em média uma receita mensal avaliada em 500 milhões de kwanzas com a movimentação de cerca de 43 mil toneladas de mercadorias diversas no ano passado

Segundo apurou o jornal OPAÍS, em 2024, a empresa registou uma frequência de 200 navios de cabotagem e de longo curso e um tráfego de 14 mil teus (contentores) movimentados.

Em relação ao tráfego de passageiros, 123 mil pessoas se movimentaram de Cabinda para o resto do país e vice-versa, asseguradas por 328 viagens de catamarã, bem como registou 410 navios movimentados no terminal marítimo de passageiros.

O actual porto, construído na década dos anos 1950, tem dificuldade de receber navios de grande porte, o que obriga os barcos com mercadorias com destino à província a recorrerem aos portos de Lobito, Luanda, Ponta-Negra e de Malabo para o transbordo da carga.

A governadora de Cabinda, Suzana de Abreu, visitou a empresa para avaliar o nível do seu funcionamento, bem como a sua capacidade e prontidão para responder às necessidades da província.

De acordo com a governadora Suzana de Abreu, o transbordo que se faz nos outros portos em arredores acaba por dificultar a implementação do Regime Especial Aduaneiro, que muito poderia beneficiar de forma indirecta as populações com a redução dos custos de transportação, o que iria reflectir no baixo preço dos produtos da cesta básica e no poder de compra dos cidadãos.

Segundo a governadora de Cabinda, para que a implementação do regime aduaneiro especial para Cabinda seja uma realidade é fundamental que os importadores tenham a capacidade de trazer as suas mercadorias desde o ponto de origem até ao destino final sem necessidade de utilizar o transbordo.

“O transbordo que temos que fazer noutros portos acaba por dificultar a implementação desse regime aduaneiro especial que muito poderia beneficiar de forma directa as nossas populações”, referiu. Durante a visita, Suzana de Abreu assistiu ao processo de embarque e desembarque de 25 toneladas de mercadorias de produtos diversos provenientes do município do Soyo para Cabinda.

“Assim, caí por terra a retórica que as pessoas querem criar de uma forma muito negativa de que não há transporte de mercadorias do Soyo para Cabinda”, considerou a governadora de Cabinda. Com o encerramento do porto fluvial de Kimbumba, a Secil Marítima colocou à disposição da província dois navios de carga (Soyo e Tômbua) para transportar mercadorias do município de Soyo para Cabinda.

Suzana de Abreu deu nota positiva ao Ministério dos Transportes pelo empenho que este tem feito para a conclusão das obras do quebra-mar, de modo que o referido projecto possa cumprir na realidade o objectivo social pelo qual foi projectado.

“Temos confiança de que ainda este ano teremos as operações do Porto de Cabinda a funcionar a partir do momento em que estejam concluídas as operações de dragagem em curso.” No quadro dos esforços que o Executivo tem levado a cabo para atenuar a descontinuidade geográfica da província de Cabinda com o resto do país, Suzana de Abreu destacou a construção do terminal de águas profundas do Caio e o quebra-mar, dois investimentos que vão dar mais valências ao porto de Cabinda e permitir que se façam as operações de forma ordeira e legal.

Assoreamento

As operações portuárias estão, neste momento, condicionadas devido ao trabalho de assoreamento que decorre junto à pon- te-cais do porto. De acordo com o presidente do conselho de administração do Porto de Cabinda, José Kuvingua, conforme vão evoluindo os trabalhos de dragagem, vai-se obtendo mais espaço que possibilita a atracação das barcaças na rampa.

O objectivo do assoreamento, segundo referiu, é permitir o uso do cais do quebra-mar em toda sua dimensão para facilitar a atracação de navios de maior dimensão e calado, até 200 metros, ou então, permitir a acostagem em simultâneo de dois navios na ponte-cais.

“Isto vai possibilitar aos importadores terem a sua mercadoria em Cabinda sem a necessidade de transbordo nos portos tradicionais como Lobito, Luanda, Ponta- Negra e Malabo e, com isso, reduzir o frete e, na sequência final, a redução dos preços dos produtos para as populações”, concluiu.

POR:Alberto Coelho, em Cabinda

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