Rui Miguêns de Oliveira entende que a banca não pode financiar sozinha a economia real e aponta o mercado de capitais, o leasing e o factoring como alternativas. O crédito ao sector privado representa entre 7 e 10% do PIB, menos da metade da média da África Subsaariana
O ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguêns de Oliveira defendeu, em Luanda, que Angola precisa de alargar os instrumentos de financiamento à economia real para sustentar um crescimento de 6% a 8% ao ano, ritmo que considera indispensável para absorver o crescimento populacional e integrar a juventude no mercado de trabalho. O governante falava na abertura oficial da quarta edição do FIN Summit, Finanças, Investimentos e Negócios.
Na sua intervenção, Rui Miguêns de Oliveira traçou o percurso do crédito à economia na última década. Recordou que o choque nos termos de troca de 2014-2016 obrigou a banca a absorver volumes sem precedentes de crédito malparado, gerando aversão ao risco, e que as reformas macro-económicas, a unificação cambial e os normativos do Banco Central reabriram, entretanto, canais de financiamento à produção. Apesar da expansão nominal, o crédito ao sector privado em Angola oscila entre 7% e 10% do PIB.
A média da África Subsaariana situa-se entre 20% e 25%, e as economias africanas com mercados financeiros mais desenvolvidos ultrapassam os 50% a 70%. “Este diferencial resume com clareza o tamanho do défice que temos de cobrir”, afirmou.







