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ESA aposta na produção de fertilizantes de correcção dos solos

Patricia Oliveirapor Patricia Oliveira
17 de Abril, 2024
Em Economia
ESA aposta na produção  de fertilizantes de correcção dos solos

A empresa ESA, vocacionada para o sector da construção, decidiu investir na produção de fertilizante mineral simples de correcção dos solos para atender o segmento agrícola. A meta passa por disponibilizar acima das 100 mil toneladas por ano, fez saber o diretor-geral da empresa, Eduardo Neto

Eduardo Neto referiu que o foco neste projecto é disponibilizar ao mercado nacional o fertilizante mineral simples, composto pela mistura de calcário e gesso agrícola para a correção dos solos, sublinhando que a produçao já arrancou, mas ainda muito longe de atingir grande escala que é o objectivo.

“Queremos disponibilizar acima das 100 mil toneladas de fertilizantes minerais simples por ano e o crescimento estará associado ao desenvolvimento de projectos agrícolas”, contou. Eduardo Neto disse que a empresa dispõe de duas unidades industriais para a produçao de fertilizantes minerais simples, sendo uma instalada em Malanje e outra no Cuanza-Sul, reconhecendo que ainda há falta de conhecimento dos agricultores em relação ao produto que poderá ser uma necessidade.

O fertilizante é produzido a partir de rochas que fornecem o calcário e o gesso, a seguir passa por um processo extractivo, depois é associado a uma logística de distribuição de transporte, sendo a agricultura uma actividade de vários valores acrescentados.

“Existe já uma produção experimental, no entanto, a necessidade é de produzir em grande escala, em paralelo de uma conscientização dos agricultores, principalmente dos pequenos e médios projectos, porque os grandes têm sempre um apoio técnico com engenheiros agrónomos”, explicou.

O empresário ressaltou que o desenvolvimento da agricultura em Angola tem sido uma aposta do governo, sendo que para atingir estecrescimento necessita de uma correção efectiva dos solos e os agrominerais estão identificados.

Disse, igualmente, que os agricultores já têm o esforço de preparar a terra, sementes, os solos, regar e, naturalmente, pode-se exponenciar esta actividade com a correção dos solos.

“Vemos indústrias a instalaremse em Angola e há necessidade de saber que produtos necessitam e, com nossa actuação no sector, podemos disponibilizar produtos em embalagens ou a granel para diminuir as importações”, ressaltou.

Eduardo Neto referiu que desde 2016 que tiveram início pequenos projectos e ao longo dos anos aconteceram experimentações, mas o projecto precisará mais dois anos para atingir a grande escala.

Em relação ao investimento, Eduardo Neto frisou que um dos grandes desafios da indústria em Angola é a instalação da energia, sendo que foi realizado um grande investimento para a instalação de energia eléctrica, sublinhando a necessidade de acreditar no país e um compromisso forte porque um projecto desta natureza levará décadas.

Na sua opinião, os últimos acontecimentos no mundo mostram várias lições que a autonomia de um país media-se pela capacidade bélica, mas com o surgimento da pandemia da COVID -19 pode-se ter o melhor exército, mas se não tiver o melhor conhecimento científico dizima-se a população.

“Com a guerra na Ucrânia, o mundo aprendeu outra lição que é a autonomia alimentar, vimos os preços dos alimentos a dispararem quando os navios não conseguiam sair da Ucrânia, portanto não basta ter o melhor exército, é preciso autonomia alimentar e Angola tem a solução para rapidamente galgar o caminho da independência alimentar e não precisar de ser um importador”, disse.

A ESA é uma empresa angolana fundada em 2007 vocacionada para o sector da construção. Em consequência das necessidades no sector da construção, desenvolveu uma forte componente na área da indústria extractiva, sobretudo na área dos agregados para a construção. Actualmente tem vários projectos mineiros em plena produção e pretende acompanhar o crescimento da indústria em Angola.

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