O secretário de Estado para o Planeamento, Luís Epalanga, apresentou, em Banguecoque, à margem das Reuniões Anuais do Banco Mundial (BM) e do Fundo Monetário Internacional (FMI), as prioridades e oportunidades de investimento de Angola nos domínios da agricultura, segurança alimentar e infra-estruturas.
Durante o evento, que decorreu sob o lema “Novos Horizontes da Tailândia: Capacitar as Pessoas, Construir Resiliência”, Luís Epalanga destacou a Estratégia Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, aprovada em 2025, como principal instrumento de articulação das acções de aumento da produção, melhoria do acesso aos alimentos e promoção da nutrição.
Entre as iniciativas em curso, salientou os projectos de apoio à agricultura familiar e comercial, desenvolvidos com o apoio do Banco Mundial, nomeadamente o Projecto de Transformação da Agropecuária Familiar de Angola (MOSAP III), o Projecto de Desenvolvimento da Agricultura Comercial (PDAC), o Projecto de Apoio à Agricultura Familiar e Comercialização (SAMAP) e o Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Agricultura de Regadio (PROREGA).
O governante destacou igualmente o Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul do País (PCESSA), orçado em 4,2 mil milhões de dólares, que abrange as províncias do Cunene, da Huíla e do Namibe e visa contribuir para o combate à fome e à pobreza e para a melhoria da segurança alimentar.
Financiamento e oportunidades para o sector privado
No domínio do financiamento agrícola, o Secretário de Estado apontou a capitalização de instituições como o Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), o Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Agrário (FADA), o Fundo Activo de Capital de Risco Angolano (FACRA) e o Fundo de Garantia de Crédito (FGC) como mecanismos de apoio ao investimento.
Luís Epalanga destacou ainda as iniciativas AgriConnect e AgriInvest, orientadas para a mobilização de financiamento e investimento privado na agricultura e na agro-indústria. Referiu também os programas KWENDA e FRESAN, que contribuem para apoiar as famílias vulneráveis e reforçar a resiliência face aos efeitos da seca e das alterações climáticas.
Infra-estruturas e desenvolvimento das cadeias de valor
Quanto às oportunidades de investimento, o Secretário de Estado identificou a agricultura comercial, a agro-indústria, as infra-estruturas de apoio à produção e os transportes e a logística como sectores prioritários.
Entre as necessidades, destacou os sistemas de irrigação, o fornecimento de energia e água, o armazenamento, a conservação a frio e as unidades de transformação agro-industrial, fundamentais para reduzir as perdas pós-colheita e acrescentar valor à produção nacional.
Segundo Luís Epalanga, a articulação entre a produção, o financiamento e as infra-estruturas poderá contribuir para reduzir a dependência das importações alimentares, criar emprego e ampliar as oportunidades de participação do sector privado no desenvolvimento económico de Angola.







