O treinador do Desportivo da Huíla, Paulo Torres, assumiu publicamente, Segunda-feira, a ambição de projectar a equipa para as competições africanas de clubes na próxima temporada, face à qualidade do plantel que lidera. Ao fazer o balanço da época desportiva 2025/2026 no Campeonato Nacional de futebol da primeira divisão, Liga Unitel Girabola, o técnico português fez questão de sublinhar que a estrutura actual e o rendimento do grupo legitimam o clube a lutar por patamares mais elevados no continente.
Para sustentar a sua tese, o timoneiro militar da região sul destacou o valor individual dos seus atletas, apontando, “com o de vido respeito pelos adversários”, que a Huíla detém vários dos melhores executantes do campeonato nacional nas respetivas posições. Entre os activos mais valiosos, Paulo Torres destacou o jovem Ludy, de 21 anos, a quem rotulou como o melhor defesa-central do Girabola, a par do internacional pela Guiné-Bissau José Jó, que assegura o corredor esquerdo da equipa.
Na linha ofensiva, o técnico enalteceu as qualidades de Mamadu Sané, considerando-o o ponta de-lança com a maior margem de progressão no futebol angolano na actualidade, fruto do seu desempenho ao longo da prova.
O timoneiro dos huílanos não escondeu alguma incompreensão pela não convocatória do médio ofensivo Djeizy, um dos melhores marcadores do Girabola, com seis golos, para os compromissos dos Palancas Negras na Data FIFA frente às formações do Botswa na e da República Centro-Africa na (RCA). “O Djeizy merecia ter sido convocado. Não me quero meter no trabalho da selecção, até porque já fui seleccionador nacional, mas os números e as exibições dele falam por si”, desabafou.
Por: Kiameso Pedro







