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Passadas de Kizomba leva munícipes às escolas “Pés de fada”

No coração do Bairro Neves Bendinha, Distrito Urbano do Kilamba Kiaxi, encontramos a Academia de Dança “Pés de Fada”, a única naquela circunscrição, que, pela sua privilegiada localização, soma e segue no domínio da formação em matéria de dança kizomba

Augusto Nunes por Augusto Nunes
14 de Junho, 2024
Em Cultura, Em Cartaz

A escola, com mais de 20 anos , foi criada por Paulo Fernandes, formou mais de dois mil dançarinos, oito dos quais de nacionalidade francesa e espanhola, nos estilos Semba e Kizomba.

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Chama a atenção pelos itens e adereços na parte frontal do edifício, ressaltando a precisão do trabalho que vem prestando no domínio do bailado.

É destacada pelo famoso slogan “Aprender Kizomba em 48 horas”, e já se tornou uma grande referência ao nível da formação neste género de dança, pela eficiência, rigor, e o curto espaço de tempo determinado para o aprendizado.

São apenas 48 horas para que um formando se possa adaptar aos “katás”, seguindo as orientações do professor, com exercícios intensivos para dar uma boa passada logo a seguir, num exercício que se reflecte no espelho gigante instalado no salão, desafiando cada vez mais o praticante.

Enquanto uns esperam aprender para entreter-se em ambientes festivos e concursos, outros, sobretudo adultos, socorrem-se da dança como terapia e exercício muscular nos seus tempos livres.

A demanda é maior e a disponibilidade também. Os jovens, sobretudo, na faixa-etária, de 23 a 30 anos, são os que mais se têm destacado no aprendizado para competições, ao passo que os dos 35 em diante, entreter em eventos festivos.

No interior do salão, é possível observar pares de bailarinos descontraídos, desdobrados em alas naquele espaço, rodopiando, exigindo de si próprios maior empenho e dedicação, procurando acertar ao máximo, os passos cadenciados para a demonstração final.

Não obstante esta Academia ter incidido a sua formação na dança Kizomba, como referência, a salsa, o tango, entre outras, vão-se enquadrando em função do momento e das solicitações que forem sendo feitas pelos munícipes, devido às festas que vão ocorrendo um pouco por toda Luanda, com destaque para os casamentos.

É o caso da Batchata, a Rebita e a valsa, que apesar de ser um pouco limitada em alguns eventos, vai conquistando o seu espaço no recinto.

Virgílio Gaspar, professor, cofundador e coordenador da Academia, abordado quanto à situação actual do referido Espaço, afirmou que apesar das dificuldades, o estabelecimento tem estado a cumprir os objectivos para os quais foi criado.

Realçou, que muito antes da crise da Pandemia da Covid- 19, a Academia recebia, em média, por semana, duas dezenas de candidatos de diferentes faixa-etárias, tendo, actualmente, este número reduzido para 12.

Situação idêntica, segundo Virgílio, reflectiu-se na redução do número de professores, assim na escassez de transporte para o exercício da actividade formativa ao domicílio.

“Como sabéis, além do ciclo formativo realizado neste recinto, também fazemo-lo ao domicílio. Não temos transporte.

Servimonos de uma motorizada já antiga, sacrificamo-la bastante, porque queremos ver os nossos concidadãos a dançar bem a Kizomba e outros estilos com perfeição. Somos muito exigentes quanto a este quesito”, disse Virgílio.

O formador recordou, igualmente, que apesar dos factores já referenciados, a Academia tudo tem feito para se manter intacta, graças a um exercício enorme da sua equipa.

A intenção é colocar as pessoas a dançar de forma recreativa, e manter a sua marca “P.F”, que já dispensa apresentações.

“Pelo tempo que nos dedicamos à formação nesta área da dança, já nos impusemos. Tornam-nos uma referência nesta área da dança”, realçou.

Os desafios

Um outro aspecto a que se referiu o formador, prende-se com a falta de recursos para a aquisição da indumentária para ciclos formativos.

Este exercício, segundo Virgílio, estabelece-se por três: a primeira, camisolas de cor branca para iniciantes, a segunda, cor de laranja para o segundo ciclo e lacosta para o terceiro, acompanhadas de calças olímpicas e outras roupas flexíveis para facilitar os movimentos durante os exercícios.

Virgílio Gaspar recordou que, fruto deste grande desafio, a Academia tem uma nomenclatura exaltando Kizomba e Semba, com técnicas estudadas, desenvolvidas e aplicadas, das quais resultam a classificação dos indivíduos de acordo o conhecimento que vão obtendo ao longo do curso.

Outras

modalidades A par das modalidades já referenciadas, a Academia tem administrado também coreografias para casamentos e outros eventos. Um outro aspecto a que se referiu Virgílio, prende-se com a indumentária para ciclos formativos.

 

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