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MÚSICO MIG: “Estou de volta e com aquela força que me é caracterizada”

Augusto Nunes por Augusto Nunes
27 de Junho, 2025
Em Cultura, Em Cartaz

Músico, compositor e artesão, descendente de uma família de músicos, Martins Miguel Zau “Mig” entrou para o universo da música em 1974. A sua vocação para a música começou quando tinha apenas 8 anos, e o fascínio por ela levou-o mais além. Muito antes da carreira musical, Mig era artesão e trabalhou com os irmãos nesta arte de esculpir. Mas a música, disse, revelou-se insistentemente no seu dia-a-dia, tornando-o, hoje, uma das grandes referências neste domínio

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Recuperado que está de várias cirurgias a que foi submetido nos últimos tempos, o cantor fala da sua trajectória, dos momentos amargos e do seu novo projecto discográfico. Dezanove anos são passados desde que lançou o seu primeiro álbum “Ximuzenze”. Este trabalho continua a ser explorado.

O primeiro trabalho ainda está com muita força, está muito bonito. Cabe agora às rádios e aos promotores explorar as outras músicas do álbum. São muitos anos, mas o disco está aí.

Vai tocando o “Maka Mami” e outros temas que muitos pouco conhecem ou não ouviram ainda. O trabalho está muito bem apresentado. Agora, é preciso que se dê mais força, mais promoção a certas músicas que muitos dos meus fãs, radiouvintes e agentes promotores de festas e espectáculos não ouviram bem. Aconselho-vos a irem buscar as músicas que não tocaram quase nada, porque as pessoas estão para ouvir mesmo.

Do que mais os seus fãs e o público têm exigido de si depois destes 19 anos ausente do convívio artístico?

Dizer que os meus fãs praticamente sabem que a música é vida, a música é cultura. Eles sempre esperam o melhor de mim, não é? Dão-me muita força e falam para mim, amigo, estamos à espera do novo trabalho, estamos contigo.

Essas têm sido palavras muito fortes e de incentivo, agradeço imenso. O público incentiva-me, de facto, a trabalhar mesmo, não podemos parar, temos que fazer o que nossos fãs pedem. Temos que os agradar, fazer alguma coisa para agradá-los.

Onde andou o Cantor Mais Querido do Ano 2016. Refiro-me ao vencedor daquela edição do Top dos Mais Queridos, da Rádio Nacional de Angola?

A minha ausência dos palcos deveu-se praticamente ao meu estado de saúde. Fiquei muito tempo doente e hospitalizado durante quatro anos. Agora, recuperado, estou a finalizar o meu novo trabalho porque tenho um grande compromisso com o público, os fãs e não só.

Devo brindá-los da melhor forma, com um novo disco, depois desta ausência. Estou de volta e com aquela força que me é caracterizada.

Falou em brindar os fãs com novo disco. Onde está a ser gravado o disco e qual é o título?

O disco está a ser gravado em Luanda e intitula-se “Melancias Pretas”. Esta é uma forma de eu poder elogiar e homenagear as nossas mulheres do Sul de Angola. É uma forma de poder agradá-las, daí o álbum “Melancias Pretas.

A produção vai indo devagar, muito embora com algumas dificuldades financeiras. O disco já foi gravado, falta fazer a mistura e a masterização.

Qual é a editora responsável pela produção desta nova obra? Ainda não escolhi, não quero citar aqui editoras, devo é dizer que estou a trabalhar, estamos a gravar. O disco tem 11 faixas musicais, retrata a minha vida pessoal, vivências, convivências das pessoas e o seu quotidiano.

Quais são os estilos e em que idiomas canta?

Canto o Semba, a Rumba, o bolero, um pouco de Kizomba e Merengue, em línguas Kikongo, Kimbundu, Francês e Português. Bem, a música que dá título ao álbum é a música que eu pensei mesmo em “Melancias Pretas ” é um Rumba, uma fusão entre o Semba e Merengue. Estou a trabalhar nisso. A banda não tem nome, fez-se uma selecção excelente de músicos.

Pode adiantar alguns nomes?

Nesta empreitada, conto com a participação de Quintino, da Banda Movimento, Chico Santos, Cicy e Pedrito, ambos do Grupo Versáteis e outros. Houve uma selecção de músicos e assim formamos um Conjunto. Além dos elementos que já citei, há outros que poderão fazer também parte de algumas músicas.

Como avalia a prestação do grupo neste momento?

Muito boa, são bons instrumentistas e bons amigos. O trabalho está muito bom e está indo muito bem. É também uma excelente força. Os colegas gostam de trabalhar comigo. Uns já tinham trabalhado no meu primeiro disco gravado na Rádio Vial. Somos todos populares.

Quais são as vozes femininas que participam neste projecto?

As vozes femininas são duas meninas, a Linda e a Cicy, do Grupo Versáteis. Na gravação do primeiro álbum, “Ximuzenze” trabalhei com as coristas Gigi e Bethy Tavira. Agora estou a trabalhar com as dos Versáteis.

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