EMPEMA-ENSA BANCO BAI MINEA SOCIJORNAL SOCIJORNAL
OPaís
Ouça Rádio+
Sex, 22 Mai 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Especialistas defendem maior inclusão dos povos indígenas

Jornal Opais por Jornal Opais
10 de Agosto, 2023
Em Cultura, Em Cartaz
????????????????????????????????????

????????????????????????????????????

Assinalou-se, ontem, o Dia Internacional dos Povos Indígenas, uma data instituída pelas Nações Unidas que visa garantir condições de existência minimamente dignas aos povos indígenas de todo o planeta

Poderão também interessar-lhe...

Morreu o músico Joy Artur, um dos grandes difusores da música angolana

Horizonte Njinga Mbande reúne novos rostos no regresso da peça “A Rapariga da Marginal”

Obras de escritores angolanos em destaque na feira literária de Londres

As diversas comunidades de povos indígenas existentes no território nacional merecem, antes de mais, serem tratadas com respeito, dignidade, protegidas e serem inseridas na sociedade para gozarem dos mesmos direitos e garantias que abrangem todo o cidadão angolano, segundo defendem os especialistas na matéria.

De acordo com o antropólogo João Pedro, os povos indígenas, que se encontram, a sua maior na parte, no Leste e Sul do país, carecem de mais atenção e valorização por parte da sociedade angolana, em especial dos governantes, tendo em conta as dificuldades que enfrentam desde 2015 com a seca que assola aquelas regiões.

“Em Angola, quando falamos dos povos indígenas, estamos a falar, propriamente, dos Khoisan e os Vátua e outros que se encontram no Sul do país.

É importante entendermos que estes povos são nómadas e tendem a se deslocar para locais que lhes ofereçam condições mínimas de sobrevivência, adaptando-se a diversas realidades que o local lhes proporcionar”, começou por explicar o também docente.

O estudioso entende que estes povos tendem a se afastar cada vez mais dos centros urbanos das províncias em que habitam por conta do seu modos vivendi e, sobretudo, por causa da descriminação, a vários níveis, de que são vítimas, optando por se isolarem.

Dificuldade na adaptação a novas realidades

Para além das dificuldades que os fenómenos climáticos lhes impõe, acrescentou o especialista em fenómenos culturais, estes povos têm também lidado com a questão da descriminação e preconceito quando se deslocam para as zonas urbanas, em busca do “pão de cada dia”.

Este preconceito, diz, “torna o processo de adaptação muito mais complexo para estes povos que estão habituados a sobreviver da caça, da pesca e do pasto ou da recolha de frutos que a natureza lhes oferece”.

Por esta razão, defende que deve ser feito um esforço maior no sentido de garantir que os indígenas sejam respeitados e valorizados como todo o cidadão nacional, gozando dos mesmos direitos e liberdades que qualquer angolano, e se sintam filhos deste país que os gerou.

Garantia dos direitos fundamentais

Por seu lado, o historiador Mário José Kalunga refere que há necessidade de se assegurar os direitos fundamentais dos povos indígenas consagrados pelas Constituição da República de forma geral, citando a título de exemplo o direito à protecção, educação, saúde, identidade e aos serviços básicos sociais.

Defende a valorização e respeito pelos hábitos e costumes destes povos, assim como um trabalho de consciencialização da população, no sentido de aprenderem a olhar para os integrantes destas comunidades como angolanos iguais a cada filho desta nação.

“Se nos esforçarmos em ensinar a nossa sociedade a olhar para os membros destes povos sem nenhum preconceito, estaríamos a contribuir, significativamente, para a valorização dos mesmos.

Somos todos angolanos e, acima de tudo, somos humanos e não faz sentido querermos desprezar uns ou outros porque têm hábitos e costumes completamente diferentes dos nossos”, advertiu.

Valorização das línguas

Lançou ainda um alerta para a preservação dos hábitos e costumes destes povos, em especial das línguas, que aos poucos vão sendo cada vez menos utilizadas por força do processo de socialização que força os povos a “recorrem ao português como língua única de comunicação ao nível do território nacional”.

“Há muita dificuldade que estes povos enfrentam quando tentam se adaptar à realidade urbana e obter o ensino, porque eles não falam português e, infelizmente, nas nossas escolas só se ensina em português”, apontou.

Institucionalização da data

O Dia Internacional dos Povos Indígenas foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) a 09 de Agosto de 1995, como resultado da actuação de representantes de povos indígenas de diversos locais do globo terrestre.

A institucionalização da data pretende garantir condições de existência minimamente dignas aos povos indígenas de todo o planeta, principalmente no que se refere aos seus direitos à autodeterminação, das suas condições de vida e cultura, bem como a garantia dos Direitos Humanos.

Após a publicação do decreto, foram constituídos grupos de trabalho para a elaboração de uma declaração da ONU sobre o tema.

Em 29 de Julho de 2006, o Conselho de Direitos Humanos da entidade internacional aprovou o texto da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas. Um ano depois, a 13 de Setembro de 2007, a Assembleia Geral da ONU aprovou a Declaração.

 

Por: Bernardo Pires

Negócios Em Exame Negócios Em Exame Negócios Em Exame

Recomendado Para Si

Morreu o músico Joy Artur, um dos grandes difusores da música angolana

por Jornal OPaís
22 de Maio, 2026

Morreu, na manhã desta Quinta-feira, 21, o músico e compositor Joy Artur, vítima de doença prolongada. O artista encontrava-se interna...

Ler maisDetails

Horizonte Njinga Mbande reúne novos rostos no regresso da peça “A Rapariga da Marginal”

por Jornal OPaís
22 de Maio, 2026

A companhia de teatro Horizonte Njinga Mbande anunciou o regresso da peça “A Rapariga da Marginal”, com apresentações marcadas para...

Ler maisDetails

Obras de escritores angolanos em destaque na feira literária de Londres

por Bernardo Pires
22 de Maio, 2026

Os escritores angolanos, Henrique Sungo, Beni Dya Mbaxi e Acareb O Poeta, vão participar da segunda edição da FLIP “Feira...

Ler maisDetails

Totó ST saúda o mês do continente berço com o concerto “Raízes”

por Jornal OPaís
22 de Maio, 2026

Em alusão ao Mês de África, o músico Totó ST protagoniza, nesta Sábado, 23, um concerto vivo intitulado “Raízes”, a...

Ler maisDetails

Radiomais em 4 Vozes: Novos Podcasts

Governador entrega meios tecnológicos à Rádio Mais/Huambo

22 de Maio, 2026

Acto de consignação para requalificação da biblioteca do Cazenga acontece nesta segunda-feira

22 de Maio, 2026

Estudantes angolanos podem começar formação em tecnologias de produção e gestão de drones na Nigéria

22 de Maio, 2026

Mara Quiosa aborda paz e reconciliação nacional com líderes religiosos

22 de Maio, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.