O Fundo Soberano de Angola (FSDEA) passou a integrar a estrutura accionista do Bureau – Central Privada de Informação de Crédito, S.A., na sequência de um acordo de subscrição assinado entre as duas instituições, a 4 de Junho de 2026, anunciou a instituição em nota de imprensa.
Segundo o documento, a entrada do Fundo Soberano marca uma nova fase de consolidação institucional e crescimento do Bureau, que se apresenta como a primeira Central Privada de Informação de Crédito licenciada em Angola.
Com esta participação, o FSDEA passa a ser accionista de referência da instituição, estando prevista a integração de um administrador designado pelo Fundo no Conselho de Administração, no quadro do reforço da governação corporativa.
O Bureau dedica-se à recolha, tratamento e análise de informações sobre o comportamento financeiro e de consumo de cidadãos e empresas, dados que servem de apoio às decisões de crédito e de investimento, bem como à definição de produtos e serviços em diferentes sectores da economia.
Segundo a presidente do Conselho de Administração do Bureau, Adriana Dias, a entrada do Fundo Soberano reforça a capacidade da instituição de transformar informação em conhecimento fiável e acessível, para apoiar as decisões de crédito, investimento e desenvolvimento de produtos.
Nos próximos dois anos, a instituição prevê concentrar a sua actividade em três prioridades: modernização da plataforma tecnológica, alargamento da rede de instituições parceiras e lançamento de um catálogo de produtos destinado aos diferentes segmentos do mercado.
Entre os serviços previstos constam relatórios de crédito, pontuação de risco, monitorização de carteiras, estudos e indicadores de mercado, além de serviços de autoconsulta destinados a cidadãos e micronegócios.
A instituição prevê igualmente promover iniciativas de literacia financeira, com o objectivo de ajudar cidadãos e empresas a compreenderem a influência do seu historial no acesso ao crédito, aos seguros e a outros serviços.
No domínio da segurança da informação, o Bureau assegura que a utilização dos dados respeita a Lei n.º 22/11, de Protecção de Dados Pessoais, e o Decreto Presidencial n.º 275/20, sob supervisão da Agência de Protecção de Dados.







