O Ministério da Saúde está a preparar a abertura de 20 especialidades de internato médico no Hospital dos Queimados Julius Nyerere, com vista à integração de 150 médicos internos, numa iniciativa destinada a reforçar a capacidade nacional de formação de especialistas.
A iniciativa está a ser acompanhada pelo Instituto de Especialização em Saúde (IES), dirigido pelo neurocirurgião Djamel Kitumba, que manteve um encontro de trabalho com a Direcção Pedagógica daquela unidade hospitalar, representada por Stefânia António, para avaliar e preparar as condições necessárias à implementação do processo formativo.
A abertura das novas especialidades permitirá alargar os campos de formação pós-graduada nas unidades hospitalares nacionais e contribuir para o aumento do número de médicos especialistas no País.
No âmbito do acompanhamento da formação médica, decorrem, desde 20 de Outubro, os Exames de Saída da 2.ª Época do Internato Médico, cujo término está previsto para 30 de Novembro deste ano. O processo abrange 223 candidatos, distribuídos por 22 especialidades, em oito províncias do País.
Segundo o Ministério da Saúde, os exames constituem uma etapa de avaliação das competências técnico-científicas dos profissionais que se encontram na fase de conclusão da respectiva formação especializada.
Por orientação da ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, o IES está igualmente a trabalhar na preparação e distribuição de 735 vagas de formação para o ciclo de 2027, disponibilizadas na República Federativa do Brasil.
O processo prevê o enquadramento dos profissionais nas diferentes especialidades e instituições de formação, tendo em conta as necessidades do Sistema Nacional de Saúde.
Em declarações sobre as iniciativas, Djamel Kitumba destacou a importância da articulação entre as instituições de formação e as unidades hospitalares, defendendo a criação de condições que assegurem qualidade, rigor e acompanhamento permanente durante o internato médico.
O responsável considerou ainda que a abertura de novos campos de formação permitirá aproveitar melhor as capacidades técnico-científicas das unidades hospitalares e aproximar a aprendizagem das necessidades dos serviços de saúde.
Sobre as 735 vagas previstas para 2027, o director-geral do IES salientou que a sua distribuição deverá responder às necessidades do sector, permitindo desenvolver novas competências, aumentar o número de especialistas e melhorar a capacidade de resposta das instituições sanitárias.








