O Governo Provincial do Namibe defende melhores condições de escoamento, conservação e comercialização dos produtos agrícolas para dinamizar o sector e melhorar os rendimentos dos produtores.
O Governo Provincial do Namibe garantiu que continuará a prestar particular atenção ao sector da agricultura, com vista ao aumento dos níveis de produção, à melhoria das condições de escoamento e à redução das perdas pós-colheita que ainda afectam os homens do campo.
A garantia foi dada hoje pelo vice-governador para o sector Político, Social e Económico do Namibe, Abel Capitango, durante o discurso de abertura do ano agrícola 2026/2027, realizado no município de Camucuio.
O governante destacou a importância da agricultura familiar, responsável por mais de 80% dos produtos consumidos pelas famílias angolanas, segundo os dados por si apresentados, e assegurou que o Executivo tem trabalhado na criação de condições para dinamizar a actividade, sobretudo no segmento familiar.
Abel Capitango considerou, entretanto, que o aumento da produção não depende apenas da realização de cerimónias de abertura dos anos agrícolas, defendendo uma preparação adequada dos camponeses e o aproveitamento dos avanços tecnológicos para melhorar a produtividade.
Por outro lado, o governante, que exerce interinamente as funções de governador provincial, destacou o papel da pecuária no reforço da cadeia alimentar e no combate à fome e à pobreza, que continuam a afectar centenas de famílias em todo o país.
A campanha agrícola 2026/2027 decorre sob o lema “Transformação dos Sistemas Agrícolas em Agroalimentares e Aceleração no Aproveitamento do Uso dos Recursos Hídricos para a Segurança Alimentar”, que, segundo Abel Capitango, apela a uma abordagem integrada, sustentável e orientada para resultados.
De acordo com o vice-governador, a transformação dos sistemas agrícolas em sistemas agroalimentares implica superar um modelo centrado essencialmente no cultivo e na criação de animais, mediante a integração das diferentes etapas da cadeia de valor, desde a produção até à conservação, transformação, comercialização e consumo.
O governante defendeu que a produção de milho, hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos deve ser acompanhada por melhores condições de armazenamento, maior acesso aos mercados, unidades de transformação e mecanismos de comercialização que permitam aos produtores vender os seus produtos em condições mais justas e vantajosas.
No domínio da pecuária, apontou a necessidade de reforçar a assistência veterinária, melhorar as condições de alimentação dos animais e criar estruturas para a conservação, transformação e comercialização dos produtos de origem animal.
Para Abel Capitango, a articulação destas medidas poderá permitir que a agricultura ultrapasse os limites da subsistência e se afirme como um motor de desenvolvimento económico, criação de riqueza, geração de empregos e transformação social.
Por: João Katombela, no Namibe








