Temos assistido, com frequência crescente, ao surgimento de pessoas que se auto-intitulam milionárias, possuidoras devas tas fortunas e de um património aparentemente inesgotável.
Afirmam, publicamente, possuir ri quezas extraordinárias, exibindo carros de luxo, mansões, jóias valiosas, roupas de marcas conceituadas e realizando compras nas mais exclusivas e dispendiosas lojas do mundo.
Muitas destas pessoas, sem demonstrarem de forma clara a origem das suas presumíveis ri quezas, desfilam abundância e luxo, apresentando-se categoricamente como milionários ou até multimilionários.
Desde champanhes raros a peças de joalharia de elevado valor, tudo é exposto de forma ostensiva, num contraste evidente com as dificuldades económicas enfrenta das pela maioria dos angolanos, que assistem, muitas vezes impávidos, a tais demonstrações de riqueza.
Mais estranho ainda é o aparente silêncio das autoridades perante estas exibições públicas. Pouco ou nada se ouve sobre averiguações destinadas a confirmar a origem dos rendimentos que sustentam tais estilos de vi da, bem como o efectivo cumprimento das obrigações fiscais associadas a essas alegadas for tunas.
A ostentação da riqueza pode ser entendida como o acto de exibir bens, poder económico ou esta tuto social de forma pública e visível, frequentemente de maneira exagerada, com o objectivo de impressionar terceiros.
Essa os tentação manifesta-se através da exibição constante de veículos de luxo, relógios e jóias de eleva do valor, grandes quantidades de dinheiro nas redes sociais, festas sumptuosas e outras demonstrações extravagantes de riqueza.
Nada existe de condenável na prosperidade alcançada de for ma legítima, nem na liberdade de cada cidadão usufruir do re sultado do seu trabalho.
Contudo, quem afirma possuir muito mais do que o necessário e faz questão de o demonstrar publicamente deveria suportar uma responsabilidade fiscal acresci da. Quem ostenta riqueza de for ma ostensiva deveria contribuir mais para o financiamento das necessidades colectivas.








