A Companhia de Arte Cénica de Luanda inicia a partir do dia 21 de Novembro, uma jornada em torno dos preparativos para a época natalícia 2026, com a estreia de duas peças teatrais, entre elas “O Natal que Quase não Aconteceu”, a ser exibida no dia 12 de Dezembro
A peça teatral será exibida no Elinga Teatro, com a duração de 45 minutos. O espectáculo, segundo o coordenador e director artístico da Companhia, Dilson Miguel, procura resgatar o verdadeiro espírito natalício, por meio da música e da dramaturgia inclusiva, com a protagonização de um número considerado de crianças.
Ao destacar a relevância do evento, Dilson Miguel explicou que a nova obra é um musical inovador, que utiliza o palco para questionar o consumismo e promover a empatia nas famílias.
A peça, fundamentou, realça a desigualdade social e o egoísmo que muitas vezes cercam as festividades de fim de ano. “O espetáculo teatral começou a ser preparado ao pormenor, no mês de Junho, para reflectir seriamente as peripécias que mui tas crianças têm passado durante a época natalícia”, disse.
Essência da narrativa e a recado social A trama “O Natal que Quase não Aconteceu” retrata a “Fada do Na tal”, uma figura que apaga as luzes e estrelas natalinas do mundo, quando se apercebe que as pessoas estão a comportar-se mal ou a ignorar as necessidades do próximo.
O título reflecte a jornada das personagens para recuperar a luz, ensinando que a celebração perde o sentido quando há abundância em algumas casas, enquanto outras passam por carências.
Além do desafio de coordenar mais de 50 crianças em cena, a produção destaca-se pelo seu carácter inclusivo, integrando crianças com autismo, com o foco também no desenvolvimento da dicção e expressão de no vos talentos.
“A Fada do Natal, ao invés do Pai Natal é uma figura mística que apaga as estrelas das árvores quando há desunião. É o contraste entre casas fartas e a realidade de quem passa necessidades no país”, disse.








