Um cidadão nacional de 25 anos, funcionário do Serviço de Migração e Estrangeiros (SME), foi detido pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC), em Luanda, por suspeita de envolvimento no homicídio qualificado de uma cidadã guineense, de 30 anos, ocorrido a 22 de Abril deste ano, no interior de uma residência, no bairro Luanda Sul, município de Viana.
A informação foi avançada hoje ao Jornal OPAÍS pelo porta-voz em exercício do SIC Luanda, inspector de investigação Emanuel Capita, que informou que o suspeito já foi apresentado ao Ministério Público e ao juiz de garantias, tendo-lhe sido aplicada a medida de coacção pessoal de prisão preventiva.
De acordo com os dados divulgados pelo SIC, a vítima, identificada como Aissatou Diallo, foi encontrada morta pelo marido, por volta das 14 horas do dia dos factos, no quarto de banho da residência, sem vestes, com ferimentos na cabeça e ensanguentada.
Na manhã daquele dia, a empregada doméstica da vítima chegou à residência para trabalhar e encontrou o suspeito, que vivia no mesmo quintal, já de saída. Ao bater à porta da casa da patroa, não obteve resposta e permaneceu no quintal à espera, sem conseguir estabelecer contacto telefónico com a vítima, cujo telemóvel se encontrava desligado.
Perante a falta de resposta às tentativas de contacto telefónico com a esposa, o marido abandonou o local de trabalho e dirigiu-se à residência, onde encontrou o corpo. Assustado com a situação, pediu ajuda aos vizinhos.
Segundo o SIC, após o homicídio, o suspeito passou a controlar os movimentos da empregada doméstica, procurando saber se tinha observado alguma situação fora do comum. O homem terá ainda ameaçado a trabalhadora para a impedir de prestar declarações às autoridades, dizendo que, caso revelasse alguma informação, a mãe dela teria o mesmo destino da vítima.
No decurso das investigações, o SIC localizou e deteve o suspeito mediante um mandado emitido pelo Ministério Público.
As autoridades apontam como possível motivo do crime a alegada intenção do suspeito de manter relações sexuais forçadas com a vítima. Perante a falta de resposta favorável, terá recorrido à agressão, que culminou na morte da cidadã guineense.
O relatório técnico de autópsia indica que Aissatou Diallo morreu em consequência de asfixia mecânica aguda, provocada por compressão manual do pescoço, mecanismo descrito como esganadura.
Após a aplicação da prisão preventiva, o suspeito foi conduzido ao Estabelecimento Penitenciário de Viana, onde aguardará os ulteriores trâmites do processo.








