Falta de financiamento condiciona recuperação das infra-estruturas da cidade, enquanto jovens reclamam emprego e melhores serviços sociais. A Administração Municipal prevê reforçar os sectores da saúde, educação, agricultura e energia, mas vários projectos continuam dependentes de recursos financeiros
A reabilitação integral da cidade do Waku Kungo, província do Cuanza-Sul, está orçada em cerca de 80 milhões de dólares, mas a falta de financiamento continua a condicionar a concretização do projecto, que aguarda aprovação orçamental. Enquanto isso, os moradores reclamam melhorias nas infra-estruturas urbanas, mais oportunidades de emprego e melhores condições de acesso aos serviços de saúde e educação.
Situada a 224 quilómetros do Sumbe, capital da província do Cuanza-Sul, a cidade do Waku Kungo mantém uma dinâmica quotidiana marcada pela circulação de pessoas, pelo comércio informal e pelo transporte de passageiros, assegurado, em grande parte, por mototáxis, vulgarmente conhecidos como kupapatas. Apesar do movimento nas ruas e do potencial económico da região, a cidade apresenta sinais de degradação em diferentes espaços públicos. Arruamentos, passeios, edifícios antigos e espaços verdes carecem de intervenções, enquanto a necessidade de melhorar as infra-estruturas urbanas permanece entre as principais preocupações da população.
A venda ambulante constitui também uma das marcas do quotidiano local. Nas principais artérias da cidade, são comercializados produtos alimentares, roupas, cosméticos e diversos utensílios, numa actividade que assegura o sustento de muitas famílias, perante a escassez de oportunidades de emprego formal. A juventude desempenha um papel importante na dinamização da economia local, recorrendo ao comércio informal, à agricultura e a outras actividades para garantir a subsistência.
Entretanto, a falta de emprego e as limitações no acesso à formação profissional e aos serviços sociais continuam a condicionar as perspectivas de muitos jovens. O município dispõe de condições para o desenvolvimento da agricultura, do agro-negócio e da aquicultura, beneficiando de extensas áreas de terras agrícolas e de recursos hídricos. O aproveitamento deste potencial, associado à melhoria das infra-estruturas e à captação de investimentos, é apontado como uma das vias para dinamizar a economia e criar oportunidades de trabalho.








