O Presidente da República, João Lourenço, defendeu ontem, em Luanda, a necessidade da preservação da história de Angola, para que as gerações vindouras compreendam os diferentes acontecimentos que marcaram o país e não permitam que o passado se apague nem que os erros se repitam
A posição consta da mensagem deixada pelo Chefe de Estado no livro de honra do Memorial às Vítimas dos Conflitos Políticos, infra- estrutura que presta homenagem aos angolanos falecidos nos conflitos políticos ocorridos entre 11 de Novembro de 1975 e 4 de Abril de 2002. Na mensagem, João Lourenço afirmou que o monumento representa o compromisso de valorizar todas as vítimas e garantir que a história de Angola seja conhecida pelas gerações futuras.
“Essa história que registamos neste lugar e com este Monumento servirá para que as gerações vindouras compreendam as várias nuances da nossa história e não permitam que o passado se apague, nem que os erros se repitam”, anotou. O Chefe de Estado considerou ainda que a construção do memorial representa o encerramento de um capítulo da história nacional e o reforço do princípio que deve orientar os angolanos. “Hoje encerramos um capítulo da nossa história e, com ele, solidificamos o princípio que nos norteia”, registou.
CIVICOP destaca empenho do Chefe de Estado na reconciliação nacional
Ao proferir o discurso no ac- to da inauguração, o coordenador da Comissão para a Implementa- ção do Plano de Reconciliação em Memória das Vítimas dos Conflitos Políticos (CIVICOP), Marcy Cláu- dio Lopes, destacou o empenho do Presidente da República na concre- tização do Memorial, considerando a infra-estrutura uma representa- ção física do processo de reconci- liação nacional. Na sua intervenção, o respon- sável reconheceu que a história de Angola é constituída por episódios bons e maus, mas considerou que é essa mesma história que identifica e orgulha os angolanos.







