Especialistas da SADC continuam a trocar experiências, em Luanda, sobre o combate ao cibercrime. Os trabalhos, que iniciaram no dia 5 de Outubro, vão se estender até amanhã, 9 de Outubro. A reunião Africa CERT e SADC Cyber Drill 2026 foi aberta pelo ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira
Na Quarta-feira, 7, o evento reservou a troca de experiências dos representantes dos Estados-membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e especialistas em cibersegurança.
Segundo dados fornecidos pelo Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MITTICS), durante cinco dias, as equipas estão a aprimorar mecanismos de resposta a ataques cibernéticos, partilha de experiências e fortalecimento da cooperação regional no combate ao cibercrime.
Destaca-se ainda a resiliência dos ecossistemas digitais, protecção de dados, gestão de incidentes e criação de mecanismos comuns de resposta às ameaças cibernéticas, de acordo com a organização.
Mais do que simular ataques em ambiente controlado, exercícios desta natureza permitem identificar vulnerabilidades, avaliar os mecanismos de resposta e testar a coordenação entre as diferentes equipas envolvidas na gestão de incidentes, refere o Ministério.
O exercício permite ainda colocar em contacto directo os profissionais que, diariamente e em diferentes pontos de África, asseguram a segurança das infraestruturas digitais e trabalham na resposta a incidentes.
A jornada teve início com debates para promover uma melhor compreensão dos mecanismos de segurança associados à infra-estrutura global da Internet e contribuir para o fortalecimento da resiliência dos ecossistemas digitais dos países da região.
O evento está a permitir uma reflexão sobre os mecanismos institucionais e financeiros necessários para garantir a continuidade e eficácia das estruturas nacionais de resposta a incidentes cibernéticos.
No acto de abertura do evento, o ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira, destacou a importância de Angola acolher a iniciativa regional, considerando-a uma demonstração do compromisso do Executivo angolano com o reforço da cibersegurança e a construção de um espaço digital seguro, estável e resiliente.
Mário Oliveira destacou ainda os avanços de Angola neste domínio, com a aprovação da Estratégia Nacional da Cibersegurança, a criação do Conselho Nacional de Cibersegurança e do Centro Nacional de Cibersegurança, bem como a entrada em vigor da Lei da Cibersegurança, que estabelece um novo quadro jurídico para o sector.







