As histórias de assédio ou abuso sexual protagonizados por educadores em instituições escolares cruzam-se na resistência de as contar ou mesmo no silêncio forçado, mas encontram-se rapidamente nas consequências nefastas que se manifestam pelo isolamento, auto-privação na comunicação, enfim, por um trauma que vê de longe o agressor moral
Garibaldine Mukanda contou que a sua filha deixou de ser a menina extrovertida, sempre disposta a ajudar e a dirigir as pessoas perdidas, depois de ter sofrido assédio sexual. Quando ela pensava que se tratava da primeira e única vez, ficou a saber que era um dos muitos que terminaram em abuso e violação sexual. Para ela restou o encargo de recuperar a filha de 16 anos de idade, física, moral, psicológica e até mesmo espiritualmente.
As andanças por centros médicos e hospitais estatais, clínicas privadas e a busca por especialistas, dos quais se esperava evitar que a sua menina, como lembrou, gostasse de tratá-la carinhosamente, não deram o resultado esperado. Zélia, outro nome com que, às vezes, prefere tratar o rebento, a ficar-se pelo simples “Minha Menina”, seguia a entrevista sobre si, dada ao OPAÍS pela mãe, que, momentos antes de escolher o local da conversa (numa placa de moto-taxistas), ainda se ouviu justificar a designação, ora revelada de Zélia, título que Dona Garibaldine disse ter resultado da junção das sílabas seleccionadas, criteriosamente, de dois dos quatro nomes de um pai (José e Liliano), que preferiu abandonar a criança com a mãe, a ajudar no sustento da então menina da entrevistada.
POR: Alberto Bambi











