A economia mundial enfrenta riscos devido à inflação teimosa, ao aumento do custo do serviço da dívida e ao investimento em inteligência artificial (IA), embora tenha se mostrado mais resiliente do que muitos temiam, segundo Kristalina Georgieva, directora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI)
Georgieva observou que a luta para garantir a estabilidade dos preços tam- bém aumentou o custo e a dificuldade do serviço da dívida. Há muita compreen- são da necessidade da consolidação fiscal, mas não há acção suficiente, acrescentou. Além disso, Georgieva desta- cou os riscos potenciais da alavancagem e do financiamento circular em investimentos em IA, dizendo que isso é “algo que precisamos ter em conta.” “Se a IA decepcionar, porque temos essas altas expectativas, se elas não se concretizarem, a decepção pode levar potencialmente a um choque para o sistema”, alertou Georgieva.
O risco no financiamento de IA está “concentrado principalmente nos Estados Unidos”, enquanto muitos outros players na Ásia e Europa estão incluídos na cadeia de suprimentos da IA, acrescentou Georgieva. A nova projecção do FMI sobre a economia mundial, que será divulgada em Outubro, reflectirá o facto de que os riscos con- tinuarão altos, segundo Georgieva.
“Ter um crescimento que ficaria em torno de 3% é uma conquista enorme, considerando todos os choques que temos enfrentado”, disse Georgieva. Georgieva disse notar otimismo decorrente de ações rápidas e notáveis quando neces- sário para conter o choque de fornecimento de energia. “Embora haja muita conversa sobre um mundo fragmentado, e, de facto, está menos unificado, ainda é um mundo no qual somos interdependentes e cooperamos”, disse Georgieva. “Temos que ser cuidadosos e cautelosos. Os riscos são altos e a incerteza é o novo normal”, acrescentou.











