As autoridades sanitárias da província de Cabinda anunciaram, recentemente, o registo de dois casos positivos de varíola dos macacos, vulgarmente conhecida por Mpox, detectados após exames laboratoriais realizados em Luanda.
De acordo com a médica Rudezita, em declarações à RNA, trata-se das amostras colhidas dos cinco casos que tinham como suspeitos e dos respectivos contactos directos, que o Hospital Central de Cabinda havia notificado à Secretaria Provincial da Saúde, nomeadamente a vigilância epidemiológica.
”Depois da colheita da amostra, mandamos em Luanda. Após a investigação, tivemos na semana passada um relatório que temos dois casos positivos na província”, confirmou a profissional.
A médica explicou que, a nível da província mais a norte de Angola, as áreas apontadas como de maior preocupação, devido à prevalência da doença, são os bairros Cabassango, na zona de Bucongoio e 1° de Maio, na zona de Chiueca.
Sublinhou que os cidadãos diagnosticados encontram-se sob acompanhamento médico e vigilância das autoridades de saúde.
Destacou como principais sintomas da patologia, na primeira fase, as febres, mal-estar, cefaleia, mialgia e linfodermopatias. Já na segunda etapa, acrescentou a fonte, que dura de um a quatro dias após febre, regista-se erupção cutânea, que poderá evoluir à mácula, pápula, vesícula, pústula e, posteriormente, na fase de cicatrização, crostas.
”Essas lesões podemos encontrar no rosto, genitais, mucosas e extremidades”, salientou.
A varíola dos macacos é uma doença cujos modos de transmissão envolve contacto direito de uma pessoa sã à outra infectada, através das relações sexuais, isso pode ser oral, anal e vaginal, objectos contaminados, toques materiais que contêm fluidos ou lesões de uma pessoa contaminada.
As autoridades locais apelaram à população que se mantenha calma e que reforce as medidas de prevenção para evitar a propagação da doença.
Já a médica Rudezita apelou aos cidadãos a recorrerem às diferentes unidades sanitárias sempre que apresentarem sintomas compatíveis com a varíola dos macacos.
Entretanto, face ao registro dos casos positivos, a Secretaria Provincial da Saúde pondera lançar uma campanha de vacinação nas zonas consideradas de maior risco, com o objetivo de conter a propagação da doença e reforçar a proteção das populações residentes nas áreas afetadas.
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