Uma conversa desapaixonada de seis horas sobre a actualização da nova política cultural do país marcou o encontro do ministro da Cultura, Filipe Zau, com a classe artística angolana, na última Sexta-feira, 15, no auditório do Arquivo Nacional de Angola (ANA), em Luanda
No diálogo que reuniu mais de cem artistas, o foco central residiu na transição de uma cultura puramente recreativa para um sector estruturado, e com impacto económico real.
Com uma mostra de cerca de 150 artistas representando um uni verso de mais de dez mil músicos no país, o objectivo do encontro foi transformar frustrações e sonhos em estratégias oficiais que melhorem a vida da classe.
O ministro Filipe Zau referiu, na ocasião, que o seu pelouro está a trabalhar na actualização das políticas do sector, procurando ouvir a “alma” dos artistas para que os novos documentos reflictam a realidade prática dos criadores.
O governante, por sinal artista, destacou que a cultura abrange não apenas as artes, mas também o património, museus, arquivos e a gestão de autoridades tradicionais, exigindo uma visão sistémica e integrada.
A carência de salas de espetáculo foi identificada como um dos maiores entraves ao desenvolvimento das artes.










