O Serviço de Investigação Criminal (SIC) desmantelou, neste Domingo, 10 de Maio, no bairro Boa Fé, município dos Mulenvos, em Luanda, uma associação criminosa denominada “Força de Intervenção Comunitária” (FIC), acusada de enganar mais de 5 mil cidadãos com falsas promessas de ingresso no Serviço de Protecção Civil e Bombeiros do Ministério do Interior.
A operação, realizada em coordenação com a Polícia Nacional e outros órgãos de defesa e segurança, culminou na detenção de 60 pessoas, incluindo os principais líderes do grupo, surpreendidos durante uma formatura clandestina ao ar livre, onde ministravam aulas de ordem unida.
De acordo com o porta-voz do SIC, superintendente-chefe Manuel Halaiwa, a organização utilizava ilegalmente uniformes, patentes e designações semelhantes às das forças de defesa e segurança do Estado, prática considerada crime pela legislação penal angolana.
Segundo o responsável, os implicados são ainda acusados dos crimes de usurpação de funções, extorsão e uso ilegítimo de sinais e uniformes oficiais.
As investigações preliminares indicam que a estrutura criminosa possuía mais de cinco mil membros em todo o país, dos quais cerca de 1.800 actuavam na província de Luanda. Para aderir ao suposto recrutamento, os candidatos pagavam cinco mil kwanzas de inscrição e uma quota mensal de dois mil kwanzas.
Segundo o SIC, o grupo era liderado por Dorotéia Domingos Correia Canhongo, que se apresentava como comissária-chefe e presidente da FIC. Também foram detidos a filha da líder, Eliana Dorotéia Canhongo, identificada como comissária e directora de Recursos Humanos, além de Carlos Augusto de Almeida Pascoal, comissário-adjunto e vice-presidente, e Edgar Canhongo António, que ostentava o título de superintendente-chefe.
As autoridades esclarecem que os cidadãos detidos serão apresentados ao Ministério Público para os devidos procedimentos legais.









