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É de hoje…MPLA e os caminhos para o Congresso de Dezembro

Dani Costapor Dani Costa
24 de Abril, 2026
Em Cronica de Dani Costa, Opinião

Não fossem as informações referentes à vinda do Santo Padre e, concomitantemente, à cobertura em torno da sua brilhante passagem por Angola, o panorama mediático seria dominado inequivocamente pela corrida à liderança do MPLA, cujos pormenores acabaram por ser apresentados pelo responsável da subcomissão que lidera o processo de candidaturas, Job Castelo Capapinha.

Depois de convocado para Dezembro do ano em curso, altura em que se poderá conhecer igualmente quem será o rosto do partido no poder nas eleições de 2027, ainda pairavam em alguns círculos especulações sobre o formato do conclave, sobretudo no que dizia respeito à realização com ou sem múltiplas candidaturas.

Entretanto, como prevêem os seus estatutos, os camaradas irão a congresso de forma aberta, podendo os militantes que se sintam capacitados em liderar o partido concorrer à sua presidência.

Para tal, será necessário que os pretendentes tenham os requisitos necessários, que, à partida, poderá ser já um entrave, uma vez que a capacidade de mobilização para as assinaturas não parece ser para todos.

Antes mesmo de ter soado o gongo, já alguns militantes se haviam colocado na ‘pole-position’. Segundo Capapinha, mesmo após a convocação e os pronunciamentos feitos durante a última reunião do Comité Central, ainda ninguém se dirigiu à comissão de que é responsável por conta do desejo de se candidatar.

Tudo quanto se vai ouvindo são pretensões, reconhecendo-se que, depois de estabelecidas as regras de jogo, onde, além das cinco mil candidaturas, constam ainda uma militância de pelo menos 15 anos e ser pessoa de boa índole.

A esta hora, certamente, muitos estarão a conferir as munições que lhes darão garantias de poderem ver as suas candidaturas aceites, convictos de que alcançar cinco mil assinaturas em todo o país, conforme é exigido, poderá ser tarefa acessível para poucos mortais.

Por mais vontade que se tenha, alicerçada nos argumentos que politicamente possam evocar, à medida que o tempo se for aproximando de Dezembro também nos permitirá tirar ilações se alguns se terão comportado como simples lebres ou ainda haverá fôlego para atingir a meta.

É que será necessário percorrer o país, apresentando as propostas para obter as assinaturas, numa operação logística e financeiramente cara, por exemplo.

É certo que, para alguns, estas condições sejam o mínimo, mas não se acredita que muitos venham a alcançá-las, independentemente da boa vontade política que se tenha.

As ideias sobre o país e as possíveis alterações que pretendam implementar, cientes de que, através do MPLA, quem quer que venha a vencer o Congresso terá às mãos uma das formações políticas com maiores chances de sair vitorioso nas eleições gerais do próximo ano.

Até Dezembro, a única certeza que se tem é que não está coarctada a possibilidade de que existam múltiplas candidaturas no Congresso do MPLA. Mas a verdade é que poucos estarão em condições de chegar até à meta, não obstante o facto de muitos terem partido antes mesmo do tiro de largada.

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